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Estado cria programa para estimular plantio de inverno

Programa Incentivo ao Plantio de Inverno foi lançado oficialmente nesta quinta-feira
Redação
Por Redação Florianópolis - SC, 13/02/2020 - 22:03
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O Governo do Estado e a iniciativa privada se unem para estimular a produção de trigo, triticale e cevada em Santa Catarina. A intenção é ampliar em 220 mil hectares a área plantada com grãos de inverno, além do desenvolvimento de novas cultivares para o uso na ração animal. O novo programa da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural foi lançado nesta quinta-feira, 13, durante o 5º Fórum Mais Milho, em Mafra.

"A produção de proteína animal tem papel fundamental no agronegócio catarinense e a oferta de grãos é peça-chave para mantermos a competitividade desse setor. O Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno surge com a reunião de diversas entidades, produtores e Governo do Estado para garantir o futuro do agronegócio catarinense", afirma o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Grande produtor de carnes e leite, Santa Catarina é hoje o maior importador de milho do Brasil. Todos os anos cerca de quatro milhões de toneladas do grão são importados de outros estados e países para abastecer a cadeia produtiva catarinense. Com o Programa de Incentivo ao Plantio de Grãos de Inverno, a Secretaria da Agricultura e a iniciativa privada querem estimular os agricultores a plantarem trigo, triticale e cevada, que podem complementar a ração animal e trazer mais renda para os produtores rurais, sem interferir na safra de verão.

O Programa pretende estimular a implantação de 100 mil hectares de trigo, 10 mil hectares de triticale e 10 mil hectares de cevada no estado. Santa Catarina possui hoje 660,8 mil hectares com potencial para exploração de grãos de inverno. Segundo o pesquisador da Embrapa Trigo, Eduardo Caierao, apenas 20% das lavouras catarinenses são utilizadas no inverno, o que traz uma grande possibilidade de ampliação de área plantada.

O Programa pretende ainda, a longo prazo, apoiar a criação de cultivares específicos para o uso em ração, com maior produtividade e que não disputem área com o trigo utilizado para panificação.