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“Esta gravação foi de muita má-fé”, afirma secretária de Saúde de Urussanga

Ingrid Zanelatto diz que gravação de reunião foi "diluída e tirada do contexto"
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Urussanga, SC, 30/05/2021 - 09:10
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

“Esta gravação foi de muita má-fé. Os áudios diluídos, todo descontextualizado e fragmentado fazendo uma sequência que não é verdadeira o que estava sendo debatido na reunião pôs em dúvida o que estava acontecendo”. A afirmação é da secretária Municipal de Saúde de Urussanga, Ingrid Zanelatto, ao se defender das acusações de fura-fila na vacinação da Covid-19 no município.

As denúncias foram feitas pelo vereador Luan Varnier (MDB), durante a sessão do Legislativo. Na ocasião ele apresentou trechos de áudios da secretária que teriam sido gravados em uma reunião. “A reunião era da secretaria (de Saúde), da Atenção Básica, da Vigilância Epidemiológica, que é quem recebe a vacina e faz toda a logística junto com as enfermeiras responsáveis de cada unidade”, ingrid segue falando sobre o teor do encontro e das gravações. “Se fosse da reunião inteira, ou relato de quem estava lá. A gestão não vacina. Ela é responsável pelo suporte e logística e é um fiscalizador. Se foi cometido erro foi da equipe que está lá na ponta. E a reunião foi para organizar e mostrar que a fiscalização existe e se tiver fura-fila, nós vamos responsabilizar o profissional que cometeu o delito”, enfatiza.


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Além disso, a secretária de Saúde de Urussanga lembra que anteriormente o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), recebeu denúncia sobre a vacinação na cidade, o que foi averiguado na época. “Naquele momento verificamos tudo e estava correto. Então fizemos esta reunião para explicar e mostrar a gravidade se tivesse erros na vacina”, fala.

Ela ainda comenta sobre o que quis dizer com o termo “fura-fila” durante a reunião. “Quando é falado no áudio que teve fura-fila, não foi de pessoas que foram vacinadas sem ter o direito. Foram pessoas que foram chamadas que não estavam na etapa certa, mas todas acima de 60 anos. Por vezes sobram vacinas no frasco e para não desperdiçar, foram chamados da faixa etária baixa, mas sempre de 60 anos acima”, afirma. 

Ingrid também dá a sua versão sobre o trecho do áudio onde fala sobre a “falta de 239 doses”. “Em nenhum momento houve desvio de vacina. Quando é referido que faltam 239 doses é no sistema. Sem a digitação. Porque semanalmente a gente encaminha a planilha para o Ministério Público com os nomes dos vacinados, qual a idade, qual o grupo que pertence, qual a vacina, se foi dose 1 ou dose 2 e que tem que fechar com as doses recebidas e aplicadas”, salienta.

Ouça o que diz a secretária de Saúde de Urussanga, Ingrid Zanelatto:

Sindicância irá apurar o caso

Dois dias depois da denúncia feita pelo vereador, o prefeito interino, Jair Nandi (PSD), abriu uma sindicância para apurar os fatos. “Nós como administradores públicos precisamos ter uma responsabilidade enorme com aquilo que é do povo e o nosso trabalho sempre se pautou pela coerência, pela responsabilidade e em face das denúncias sobre a vacinação, tomamos como providência a abertura de uma sindicância que tem como objetivo principal apurar se os fatos têm fundamento e se houve ou não o desvio de finalidade. Este é o nosso compromisso e a administração municipal se pautará pela estrita responsabilidade”, enfatiza.