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Espera agoniante: 261 pacientes graves aguardam por leito de UTI Covid-19

15 pacientes já tiveram que ser transferidos para o Espírito Santo
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Florianópolis - SC, 02/03/2021 - 08:33Atualizado em 02/03/2021 - 08:48
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Santa Catarina vive atualmente o momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus, com o sistema público de saúde praticamente colapsado. Mais de 260 pacientes catarinenses graves estão na espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19, número que vem crescendo a cada dia.

“Ontem fechamos o dia com 261 pacientes na fila de espera para uma vaga de UTI. Esse número cresceu exponencialmente, na quarta-feira passada eram 30 pessoas e agora são mais de 260. Já temos 15 pacientes que estão sendo transferidos para outros estados, não há dúvida que o momento é realmente crítico”, disse o procurador chefe do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Fernando Comin.

A região sul de Santa Catarina, que agrega as regiões Carbonífera (Amrec), de Laguna (Amurel) e Extremo Sul (Amesc) já não conta com mais nenhum leito de UTI para Covid-19 disponível. A situação preocupa o Ministério Público já que tal situação pode afetar também pacientes de outras doenças que precisem de internação.

“Nãos e trata só desses que estão na fila de espera por uma vaga de UTI Covid-19. Amanhã ou depois qualquer um de nós, eu ou você, pode ter um AVC, um acidente ou uma apendicite e precisar de uma vaga de UTI, mas não tem vaga de UTI no estado hoje. A questão é muito mais complexa, envolve simpatia e não só a questão da Covid-19, mas sim a segurança da sociedade catarinense”, pontuou.

Possibilidade de Lockdown

Ainda na semana passada, o MP e outros órgãos de fiscalizações enviaram uma recomendação ao Governo do Estado propondo um lockdown de 14 dias. Ainda ontem, foi feito uma reunião para debater sobre o assunto com o governador, que entendeu que o modelo de fechamento nos fins de semana é eficiente e deverá continuar sendo trabalhado.

“Nós compreendemos que não existe fórmula mágica para isso, e entendemos que o momento é importante para avaliar o comportamento da evolução da doença no estado. Após o fim de semana vamos avaliar os dados e verificar, reposicionar as estratégias e avaliar se o modelo que o Estado adotou está sendo o suficiente, para impedir que se instale o caos no estado”, afirmou. “Santa Catarina veio muito bem até aqui, e temo que se não houver essa consciência por parte da população, um lockdown é inevitável”, completou.