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Em grupo de WhatsApp, Vampiro justifica abstenção

No mesmo grupo está o também deputado Jessé Lopes, que vem questionando a postura do colega no processo de impeachment
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 30/11/2020 - 08:07Atualizado em 30/11/2020 - 08:16
Deputado Vampiro na votação de sexta-feira / Agência AL / Divulgação
Deputado Vampiro na votação de sexta-feira / Agência AL / Divulgação

Luiz Fernando Vampiro (MDB) foi titular do Tribunal Especial do primeiro impeachment contra Carlos Moisés (PSL), encerrado na última sexta-feira, 27, com a absolvição e volta do governador ao comando do Estado. Jessé Lopes (PSL), oposição ao governador, é também criciumense, tanto quanto Vampiro, mas não integrava o Tribunal Especial, embora houvesse quem o tivesse apoiado na escolha dos membros do colegiado. Jessé foi, quando teve oportunidade no plenário, discurso forte pela cassação de Moisés. É um dos mais mordazes críticos do governador.

Desde a votação da última sexta, quando Vampiro absteve-se e, por seis votos pelo arquivamento e três pela condenação - quando eram necessários sete para o afastamento definitivo - encaminhou-se a retomada do mandato do governador, Jessé vem fazendo questionamentos nas redes sociais. Um deles, ao próprio Vampiro.

"Cara, o deputado Vampiro fez um relatório contundente contra o Moisés, votou contra o Moisés em tudo, e chegou na hora do vamos ver se absteve. Tirem suas próprias conclusões", provocou Jessé, no início da madrugada desta segunda-feira, 30. Em seguida as 5h da manhã, Vampiro respondeu. "Perfeito, Jessé! Continuo com as mesmas conclusões extraídas no decorrer do processo! E falei isso na justificativa do meu voto. Que tanto no comando do Moisés quanto na interinidade da Daniela houveram atos omissivos. E essa fase era a admissional, se aceita ou não a abertura da investigação! De verdade, aceitaram contra o Moisés, e não quanto a Daniela! Perfeito: agora começa a fase da instrução: ouvir as testemunhas, principalmente procuradores, ex secretários, enfim tirar a limpo se teve participação direta que ensejasse a pena punitiva de perda de mandato. O desembargador presidente indeferiu as ouvidas das partes e diligências. Diante desse fato, considerando que fui o sétimo a votar, ou seja, já havia votos necessários a recondução do governador, entendi, que a abstenção demonstrava minha insatisfação com a não instrução do processo! Foi isso! As conjecturas de interpretação fazem parte da poli “política”. O tempo dirá se fiz por convicção! Abraço boa semana!", finalizou.

Finalizado o primeiro Tribunal Especial, Carlos Moisés reassumiu o Governo do Estado ainda na sexta. Agora, ele aguarda pelos desdobramentos do segundo processo, o que envolve irregularidades na aquisição dos respiradores e na montagem do Hospital de Campanha de Itajaí.