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Elevados impostos impedem o crescimento do tiro esportivo

Campeão brasileiro da modalidade, Roberto Schmits, esteve no Do Avesso e contou tudo sobre a prática
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 31/07/2018 - 15:08Atualizado em 31/07/2018 - 16:34

O tiro esportivo não é um dos desportos mais populares do Brasil, por outro lado, foi ele quem trouxe o primeiro ouro olímpico do país. O Programa do Avesso, da Rádio Som Maior, recebeu o campeão brasileiro da modalidade, Roberto Schmits, para uma conversa sobre este esporte. Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, terminou em 14º lugar, não atingindo a final por dois pratos.

"Deveriam respeitar os atletas do tiro esportivo. Foi quem trouxe a primeira medalha brasileira em Olimpíada, em 1920, na Antuérpia, com o Guilherme Paraense. Existe uma diferença muito grande do futebol para o tiro esportivo", disse. “Hoje nenhum atleta ganha para atirar, todos são amadores. Eu não ganho patrocínio, não sei se alguém ganha, talvez de alguma prefeitura”, completou.

Um dos problemas para o crescimento da prática do tiro esportivo no Brasil é o elevado imposto, que chega a 150% nas armas e 45% nos cartuchos. O país conta apenas com uma fábrica de munições. O esporte nada tem a ver com a utilização de armas para outras ações. "Quem mata não é a arma, são as pessoas. A bala não é perdida, ela é jogada em algum lugar e acaba caindo", afirmou.

Schmits ou Schmitão, como é conhecido, passou por Criciúma no início do mês, quando lecionou um curso denominado "Clínica de Tiro ao Prato". Na carreira, o atleta também disputou os Jogos Pan-Americanos de 2007 e 2011. “Eu representei o Brasil em 50 países, então imagina quantos atiradores já passaram por mim. Eu busco aprender, não guardo nada para mim, tudo o que eu aprendo eu passo”, completou.

Confira o Programa do Avesso na íntegra: