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Eleições 2022

Doria se coloca como "antagonista" a Lula e Bolsonaro

Governador de São Paulo e pré-candidato à presidência pelo PSDB falou à Som Maior nesta segunda
Por Vítor Filomeno Criciúma, SC, 07/03/2022 - 10:40 Atualizado em 08/03/2022 - 16:49
Foto: Divulgação
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Na sequência de entrevistas com presidenciáveis, o Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, recebeu, nesta segunda-feira (7) o pré-candidato do PSDB, governador João Doria. Ele é mais um da série, na qual já foram ouvidos Sérgio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Luiz Felipe D'Ávila (Novo), Eduardo Leite (PSDB), Simone Tebet (MDB) e André Janones (Avante).

Doria venceu o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite nas prévias do PSDB para ser o representante do partido na corrida presidencial de 2022. Ele ainda falou sobre seu baixo índice de intenção de votos, divulgado pelos institutos de pesquisa de opinião até o momento, o antagonismo a Lula e Bolsonaro, e suas intenções caso seja eleito.

Baixo índice nas pesquisas

Segundo pesquisa PoderData realizada entre os dias 13 e 15 de fevereiro deste ano, João Dória aparece com 3% das intenções de voto para presidente da República nas Eleições 2022. Ele está atrás do ex-presidente Lula (40%), do presidente Jair Bolsonaro (31%), do ex-juiz Sérgio Moro (9%) e do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (4%).

"A população brasileira, neste momento, não está preocupada com a eleição. A eleição só vai povoar o coração dos brasileiros a partir de julho e agosto, quando começa o processo eleitoral. Se você observar as pesquisas desde setembro do ano passado, elas não têm mudanças, variam dentro da chamada margem de erro. Portanto, o que você encontra agora com as pesquisas não reflete o sentimento definitivo das pessoas", justificou ele.

Questionado sobre se um dos motivos dessa baixa popularidade nacional foi sua comunicação em relação à pandemia, o governador de São Paulo relembrou suas ações no estado para conter o avanço do coronavírus.

"Creio que não, mas sim as medidas restritivas que adotamos no estado de São Paulo, assim como outros estado adotaram, corretamente ao meu ver. No período mais agudo da pandemia, tivemos de estabelecer restrições rigorosas no comércio e no setor de serviços, embora 74% do restante da economia tivesse se mantido aberto. Também a obrigatoriedade do uso de máscaras, a necessidade da vacinação, fazendo um contraponto com o Governo Federal", argumentou Dória.

Terceira via, Lula e Bolsonaro

Apontando como um dos representantes da terceira via, João Dória se posicionou como um candidato que não está ligado ao ex-presidente Lula, nem ao presidente Bolsonaro, e explicou onde está posicionado no espectro político.

"Obviamente, me coloco como antagonista de Lula e Bolsonaro, tanto que há um centro democrático e liberal, do qual eu faço parte, que não é extrema-esquerda, nem extrema-direita, é a favor da liberdade, do crescimento econômico, da geração de emprego, da proteção social, e fazer com que o Brasil possa progredir e avançar", afirmou.

O presidenciável ainda disse quais são suas principais intenções caso seja eleito presidente da República em outubro.

"Emprego e educação são os dois principais temas. Educação, para permitir que os filhos de famílias vulneráveis tenham oportunidade do emprego, de serem empreendedores e de terem autonomia nas suas vidas. Portanto, educação é prioridade. Geração de emprego, porque o Brasil perdeu milhões de emprego nessa pandemia, também por conta da inépcia do Governo em criá-los", justificou.

Disputas internas do PSDB

Para ser o candidato do PSDB à Presidência da República, João Dória disputou as prévias do partido com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e venceu. As dissidências internas têm levado a saídas de membros do partido, como Geraldo Alckmin e uma possível partido do próprio Eduardo Leite para o PSD.

"PSDB é um partido sem dono, que tem 33 anos de vida. Por não ter dono, ele tem posições que não são exatamente iguais naqueles que representam manter suas lideranças. Isso é democracia, isso é compreensível. Em uma democracia, você nunca tem posições e opiniões. Aliás, isso só acontece em ditaduras e regimes autoritários, e em partidos que têm dono. Isso faz parte do PSDB ao longo da sua história", declarou.

Mesmo com as discussões intrapartidárias, o governador paulista ainda acredita será possível chegar a uma afinidade maior de pensamentos no futuro.

"Eu participei de duas prévias, em 2016 e 2018. Também houve disputa, houve pessoas que não estavam satisfeitas. Portanto, a trajetória do PSDB não é fácil, mas é democrática. Eu respeito as posições que não sejam convergentes, entendo que elas poderão convergir bem mais", disse ele.

Ouça a entrevista completa:

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