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Do sonho de ser professor à chefia do Ministério Público. As histórias de Fernando Comin no Nomes & Marcas

Chefe do Ministério Público é o entrevistado de Adelor Lessa neste fim de semana
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 18/09/2021 - 13:01
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Fernando da Silva Comin ingressou na faculdade de Direito com a intenção de lecionar. Porém, um estágio no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o fez mudar de ideia. Depois disso, passou no concurso e hoje é chefe do órgão no estado.

Esta e muitas outras histórias, ele contou a Adelor Lessa no Programa Nomes & Marcas, da Rádio Som Maior, deste fim de semana. “Na terceira fase da faculdade comecei a fazer estágio no gabinete de um procurador de Justiça, o Vidal Filho, e conheci o assessor dele que hoje é promotor que também é do Sul: o Luiz Fernando Góes Ulysséa. Ele me acolheu, eu era estagiário e ele foi me ensinando. Fiquei apaixonado pela função do Ministério Público. A dimensão social da função, a sua ligação com o direito da criança e adolescente, meio ambiente, atuação criminal como autor do processo penal, tudo foi fazendo sentido para mim”, salientou.

A mãe de Fernando é de Urussanga. Já o pai, natural de Siderópolis. “Eles vieram para Florianópolis em 1974 e não voltaram a morar em Siderópolis, mas íamos com frequência visitar a família no Sul. Não cheguei a morar em Siderópolis. A família Comin cresceu e se desenvolveu na comunidade de Linha Patrimônio. Tenho boas lembranças daquela época e sempre me impressionam pessoas que saiam de Siderópolis, se encontravam em outro lugar e que têm orgulho em dizer que é de Siderópolis. São lembranças positivas, amigos que encontramos em posições de destaque. Criciúma e Siderópolis sempre fizeram parte da minha vida. Hoje tenho ido menos ao Sul do estado. Geralmente aproveito para tomar um café com os avós e comer pão caseiro e polenta quando tenho reunião de trabalho”, disse.

Entre as lembranças, estão as histórias do seu avô Nelinho, um dos operadores da máquina Marion. “A minha família, tanto por parte de pai quanto de mãe tem história ligada ao carvão. Meu avô foi um dos primeiros operadores da máquina Marion. Ele acompanhou a montagem pelos técnicos americanos e aprendeu a operar. Ele contava a história de um dia que o operador teve problema de saúde e perguntaram para ele se arriscaria a operar. Então o avô Nelinho começou a operar e se tornou um dos operadores da Marion”, relatou.

Voltando ao MPSC, Comin iniciou a carreira na instituição como estagiário, em 1997, e partir do ano 2000 passou a exercer serviço voluntário, permanecendo até agosto de 2001, quando foi empossado como Promotor de Justiça Substituto. Já atuou como Promotor de Justiça titular nas Comarcas de São José do Cedro, São Miguel do Oeste, Mafra, Chapecó, Joinville e Itajaí. É titular da 8ª Promotoria de Justiça de Balneário Camboriú.

Exerceu a função de Promotor Assessor na Coordenadoria de Recursos do MPSC, de 2005 a 2007, e foi Secretário-Geral do MPSC, de 2015 a 2018. Além disso, participou da Comissão do 38º e do 40º Concursos de Ingresso na Carreira do MPSC.
Nacionalmente, foi Membro Auxiliar da Corregedoria Nacional do Ministério Público, no biênio 2013-2015, exercendo a função de Coordenador do Núcleo de Inspeções. Já no biênio 2017-2018, foi Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União.

Me formei em 2000, fiquei um ano trabalhando de maneira voluntária no MP e advogando e passei no concurso. Lá se vão 20 anos de história na carreira do Ministério Público.

Hoje Luiz Fernando Ulysséa faz parte do grupo anticorrupção e atua na promotoria de saúde pública, em Florianópolis, chamado por Comin.

Confira o Programa Nomes & Marcas com Fernando da Silva Comin: