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Do Avesso e o humor espontâneo de Oscar Filho

Apresentador e humorista ficou nacionalmente conhecido após estrear na TV no CQC na Band TV
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 15/05/2020 - 15:31Atualizado em 15/05/2020 - 20:24
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Conhecido pela sua irreverência e espontaneidade, o apresentador e humorista, Oscar Filho, divertiu os ouvintes do programa Do Avesso da Rádio Som Maior nesta sexta-feira, 15. Mano Dal Ponte e Pity Búrigo falaram com Oscar sobre sua falando sua trajetória de vida, sua carreira, o mundo da TV e do humor. 

Oscar começou no stand-up em 2005. Em 2008 seu primeiro show solo de humor ‘Putz Grill...’, mas ficou conhecido nacionalmente após estrear na TV no CQC, da Band TV, em 2008. De acordo com Oscar, todo humorista é um pouco psicopata. “É uma defesa social, uma defesa ser engraçado para socialmente sobreviver a tudo isso. Na verdade, você está se esquivando das porradas. Todo humorista vai ter um histórico muito próximo. Ou ele contava piada na escola, na festa de família ou na rua”, explicou. 

Em 2010, trabalhando no CQC, seu grande destaque foi a matéria que fez em Buenos Aires durante a 19ª Copa do Mundo em um jogo entre Argentina e Nigéria. O repórter e sua equipe foram para um bar, onde vários torcedores estavam vendo o jogo e, com um controle remoto universal, desligavam a TV nos momentos mais tensos como faltas e chutes à gol. A matéria teve grande repercussão nacional.

O gato de Oscar Filho, Mano Dal Ponte e Pity Búrigo ( Foto: Reprodução)

Ele também já atuou no teatro, mas vê diferente entre o palco da atuação e do stand-up. “No teatro você tem um tempo de ensaio, esceve e à noite você apresenta. Não tem o tempo de maturar. As vezes acontece de fazer uma piada nova e o pessoal não entende. Mas também vezes que você fala uma coisa simples e o pessoal acha engraçado e então você pensa ‘caramba tem algo aqui’”, comentou. 

Em julho de 2010, Oscar Filho entrevistou o ator Tom Cruise por sua passagem no Brasil para a divulgação do filme Encontro Explosivo. Na ocasião, o repórter presenteou o ator com uma camiseta da seleção brasileira escrita "Tomzinho". Essa imagem foi reproduzida em jornais e sites do mundo todo.

De acordo com ele, o humor é volátil. Às vezes algo que você achou engraçado o público pode não captar a mensagem. “Acho que a intenção é fazer a pessoa rir. E tudo bem também. Às vezes você fala algo e pensa ‘caramba puxa não era bem isso que eu queria dizer’, mas tudo bem. O que é ruim é esse cancelamento de ‘errar uma vez e cancelar o cara’”, afirmou. 

Nas eleições de 2014, o repórter foi acompanhar a votação do apresentador Silvio Santos. O repórter baixou as calças para conversar com o apresentador em alusão a um vídeo que se tornou viral do apresentador deixando suas calças caírem durante as gravações do Programa Silvio Santo e teve as pernas apalpadas por Silvio Santos.

Conforme Oscar, ainda bem que há humoristas no momento que o Brasil enfrenta. “Não tem como, né? Com tudo o que está acontecendo, não teria como. Parece que a galera está mais preocupada em fazer piada do que seguir as regras da OMS. Já faz uns 45 dias que nós estamos isolados e a quantidade de meme surgindo continua”, enfatizou.