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Depois de queda no preço, gasolina deve voltar aos R$ 4

Repasse de 15% da Petrobras está por chegar às bombas dos postos da região
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 21/05/2020 - 10:08Atualizado em 21/05/2020 - 10:31
Arquivo / 4oito
Arquivo / 4oito

Nos meses que antecederam a pandemia de Covid-19, o preço da gasolina na região sul catarinense chegava aos R$ 4,60. Ainda nas primeiras semanas de quarentena, o valor do combustível foi baixando, ficando aquém dos R$ 4. Com um novo aumento de 15% vindo da Petrobrás, previsto para essa quinta-feira, 21, a gasolina deve voltar a encostar nos R$ 4,00.

“A Petrobras já vem fazendo uns repasses bem consistentes. A gasolina já teve dois aumentos de 12% e 10% nos últimos 15 dias, e nesta quinta tem mais um de 15%. Os aumentos ainda não foram repassados para bomba, até porque a demanda está baixa”, ressaltou o proprietário do Posto São Pedro, de Criciúma, Beto Benedet.

Atualmente, a gasolina está girando em torno dos R$ 3,70 o litro nos postos do sul catarinense, de acordo com o empresário. Os últimos dois repasses da Petrobras implicaram em um aumento de cerca de R$ 0,18 centavos e, segundo o proprietário do posto São Pedro, o último repasse deverá sim chegar nas bombas. “Para a bomba, depende de cada companhia, revenda e os estoques como estão. Mas com certeza será inevitável esse repasse das bombas dos valores, porque a margem já ta ficando muito espremida”, pontuou.

Tempos difíceis na pandemia

De acordo com Beto, a pandemia do novo coronavírus têm tido impactos bem significativos nos postos de gasolina. Com boa parte das pessoas em quarentena e muitas atividades ainda paradas, as vendas seguem em baixa. “Muitos não estão conseguindo vender mais do que 60% do volume total”, afirmou.

“Muita gente ainda não está saindo, toda parte da faculdade está parada e algumas empresas ainda com 50% da produção. No comércio, movimento fraco, shoppings com horários reduzidos, isso influencia muito no consumo da gasolina. O abastecimento médio também caiu bastante, as pessoas não estão enchendo tanto o tanque, só aquelas que fazem longas viagens”, destacou Beto.