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Da implantação do calçadão na Praça Nereu Ramos aos dias atuais

Empresário João Benedet foi o entrevistado do Nomes & Marcas desta sábado
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 21/10/2018 - 16:19
(fotos: Arthur Lessa)
(fotos: Arthur Lessa)

Natural de Tubarão, foi em Criciúma que João Benedet fez sua carreira. Chegou na cidade quando tinha 19 anos, em 1950 para trabalhar em uma filial das Casas Pernambucanas. Depois abriu o seu próprio negócio, a Casa Imperial. Viu a cidade crescer e se desenvolver. Histórias suas e de Criciúma ele contou no Nomes & Marcas.

“Criciúma era a metade de Tubarão, não tinha calçamento, para andar na rua em dia de chuva tinha que usar uma galocha, era um material bom, mas quando chovia fazia aquele mingau”, lembrou. “O que despontou foi o carvão, o mineiro ganhava muito bem e tinha emprego à vontade. O sul do estado inteiro vinha para cá para arranjar emprego”, afirmou.

João Benedet foi governador do Rotary Club, um dos fundadores da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma e é autor do livro “Comerciantes do meu tempo”, lançado em 2012, contando a história de 200 lojas da cidade durante os anos 50. “Naquela época era um trabalho mais devagar, tinham poucas lojas, hoje passaram de mil”, analisou o empresário. 

Sua loja completou 61 anos recentemente, no dia 17 de outubro. Aos 88 anos, avalia que a situação atual da economia é uma das piores que já enfrentou. Para ele, o criciumense é um povo empreendedor. Contou também que vê a rua Henrique Lage como a principal da cidade, embora esteja com muitas lojas fechadas.

O empresário também destacou como foi a implantação do calçadão na Praça Nereu Ramos. “Avaliamos bem, antigamente, em frente da Casa Imperial, passava enterro, principalmente de crianças, que morriam muito na época. Com o calçadão isso acabou, só prejudicou um pouco que acabou com o estacionamento”.

Política

João Benedet é pai de Ronaldo Benedet, deputado federal por dois mandatos. “Ele começou quando ainda era guri e me desobedeceu, porque eu era da Arena e ele foi para o MDB. Nunca me meti na vida dele, eu não me meto e ele não se mete”, revelou.

O empresário destacou que nunca pediu votos e que é fundamental ter ética. Também apontou o caminho para o país crescer. “No Brasil, se colocar disciplina nós viramos uma potência mundial. Só falta para nós, porque nós somos um país rico. Eu adoto muito disciplina, porque eu tive três motivos, meu próprio pai era disciplinado e também o Rotary”, concluiu.