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Da agronomia ao Bairro da Juventude

Silvia Zanette contou tudo sobre os 36 anos à frente da entidade ao Nomes & Marcas
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 25/08/2018 - 14:42

Formada em Engenharia Agronômica, ela comanda 1.500 alunos. A diretora executiva do Bairro da Juventude, Silvia Zanette, foi a entrevistada do Nomes & Marcas deste sábado (25). Antes de assumir essa função, ela se formou agrônoma pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Lecionou aulas na antiga Fucri – atual Unesc – sendo o mais próximo que chegou de sua profissão.

“Restou dessa minha investida na agronomia plantar, eu me defendo que estou plantando então. Eu nasci em Criciúma, sou daqui da terra com muito orgulho, sai só para estudar, em Porto Alegre, fiz mestrado em nutrição de não-ruminantes, para especificar mais aves e suínos. Eu achei que ia trabalhar nisso mesmo, Criciúma na época era muito forte com suínos e integração”, contou.

A relação com o Bairro da Juventude começou aos poucos. Em 1980 uma prima de seu pai lhe chamou para fazer trabalhos voluntários na entidade, dois anos depois ela assumiu a direção, já que a antiga presidente saiu para concorrer à Câmara Municipal de Criciúma, nessa época o Bairro tinha 750 alunos. Silvia Zanette seguiu dando aulas até 1992. 

“Era uma dificuldade, era outra Criciúma, outra periferia, não sei se mais difícil. Nós tínhamos alunos naquela época, adolescente que o Bairro não atinge hoje ou não chega até nós, chegávamos a tirar facas das mãos dos alunos no refeitório, que queriam atingir outros, hoje isso acontece no máximo uma vez por ano”, analisou a diretora executiva.

Com 36 anos no comando do Bairro da Juventude, ela diz que sempre busca fazer o máximo possível. O local existe desde 1949, sendo que funcionou como internato até 1975, quando passou a ter ensino integral. Os alunos, sendo muitos em situação de vulnerabilidade, recebem aulas de canto, informática e dança.

“A maioria das pessoas que vai ao bairro toca no assunto que apesar das dificuldades aquelas crianças estão sempre rindo. Eu acho que é para isso que a gente trabalha, para ter alegria lá. Ninguém quer ser uma alegre inconsequente e nem deve ser, eu sempre coloco que as crianças devem ter esse prazer de verdade”, completou Silvia.