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“Criciúma viveu uma noite de terror”, afirma Salvaro

Prefeito comentou o assalto que movimentou o centro da cidade na madrugada desta terça
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 01/12/2020 - 08:09Atualizado em 01/12/2020 - 08:11
Foto: Gregório Silveira / 4oito
Foto: Gregório Silveira / 4oito

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, comentou na manhã desta terça-feira, 1, sobre o grande assalto a agência do Banco do Brasil na região central da cidade. Salvaro afirma que estava em casa, nas primeiras horas da madrugada, quando foi informado sobre a ação dos criminosos, que fizeram reféns em frente ao Palácio do Estado e atiraram contra a sede do 9ª Batalhão da Polícia Militar.

“Começou a chegar informações, imediatamente já liguei para o comandante Dimitri, para o comando da Polícia Civil e, também, imediatamente ficamos sabendo através do delegado Vitor Bianco. Então já gravei o vídeo pedindo para que o cidadão ficasse em casa, para que os curiosos não viessem na Praça, pedindo para que deixassem a Polícia Militar fazer o papel dela”, declarou o prefeito.

O prefeito elogiou o papel da PM, afirmando que os militares realizaram um trabalho extraordinário, prezando pela vida dos cidadãos ao não trocar tiros com os criminosos. “Até porque os marginais queriam roubar o dinheiro, e roubaram. Agora as vidas estão protegidas”, disse. “Criciúma viveu uma noite de terror, espero que a cidade não passe mais por isso”, completou.

Imagens tiradas ainda na madrugada / Foto: Guilherme Hahn / 4oito / Especial 

Segundo Salvaro, nunca se esperou que Criciúma fosse passar por um momento tão difícil quanto esse. Para o prefeito, os criminosos estavam muito bem preparados para a ação e, provavelmente, passaram dias ou semanas estudando a riqueza dos detalhes do assalto. Depoimentos de reféns indicam que os criminosos conheciam bem as ruas da cidade, inclusive os seus nomes.

Salvaro, inclusive, chegou a conversar com um trabalhador que estava realizando a pintura das ruas da cidade e acabou sendo feito de refém. “Conversei com um deles no exato momento em que estava tido como refém, conversei com ele troquei algumas ideias e, imediatamente, ele teve que desligar o telefone. Todos estão bem, e a prefeitura vai oferecer todo o trabalho psicológico que é preciso, porque não vivemos isso todos os dias. Não vivemos nunca uma experiência tão ruim quanto essa”, ressaltou.