Criciúma tem cobertura de 65,24% contra a Influenza em 2026, acima da média de Santa Catarina, de 53,05%, e à frente de cidades como Chapecó (55,09%), Blumenau (54,05%), Lages (51,49%) e São José (51,4%). Mesmo assim, o secretário municipal de Saúde, Deivid de Freitas Floriano, diz que a adesão às vacinas sazonais ainda está abaixo do necessário. A vacina contra a gripe segue liberada para toda a população nas unidades de saúde.
“A baixa adesão cria brechas na proteção coletiva e expõe justamente os grupos mais vulneráveis a internações e gravidades que poderiam ser totalmente evitadas. Precisamos que as gestantes, idosos e pais de crianças pequenas procurem nossas unidades”, afirmou.
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Meta atingida em 14 das 19 vacinas em 2025
Das 19 vacinas do SUS, apenas a primeira dose da Tríplice Viral atingia a meta de 90% em 2024. Em 2025, o número subiu para 14. A vacina contra Hepatite B em recém-nascidos saltou de 72,62% para 95,81%, enquanto a da Febre Amarela chegou a 79,07%, alta de 15,49%, mas ainda abaixo do ideal.
Os dados parciais de 2026, até setembro, mostram 92,38% na primeira dose da Tríplice Viral, 90,48% no reforço da Meningocócica (ACWY) e 90,26% na Pneumocócica. A Prefeitura observa que as doses de reforço têm adesão menor que as primeiras doses do esquema básico.
Mais de 205 mil doses em 2026
A rede conta com uma central de distribuição e salas de vacinação nas 47 Unidades Básicas de Saúde. Em 2025, foram 236.051 doses, média de 19 mil por mês. Em 2026, até setembro, já são 205.347, média de cerca de 22 mil mensais.
Sarampo preocupa
A coordenadora de Imunização, enfermeira Evelyn Brognoli, lembra que o sarampo voltou a preocupar por casos importados e que é preciso 90% de cobertura para conter a circulação do vírus. “Adultos contaminados podem apresentar apenas sintomas leves, mas transmitem o vírus para bebês menores de um ano que ainda não têm idade para receber a vacina”, explicou.
O prefeito Vagner Espindola e o vice, Salésio Lima, também destacaram a importância da vacinação e do acesso nos bairros.
“Caderneta cheia é sinal de saúde”
Na UBS do bairro Mina União, a professora Renata Manenti da Silva mostrou as cadernetas dos três filhos, Renan, de 3 anos e meio, Erick, de 2, e Caroline, de 7 meses, com todas as doses em dia. “Lá em casa, não perdemos nenhuma dose, a caderneta cheia é sinal de saúde para a minha família”, disse.
Onde se vacinar
A atualização pode ser feita o ano todo nas 47 salas de vacinação, de segunda a sexta, das 8h às 17h. Catorze unidades vão até as 19h, e a do Boa Vista abre aos sábados, das 8h às 12h. É preciso levar a caderneta ou o cartão do SUS. A caderneta em dia é exigida na matrícula e rematrícula da rede pública de ensino.
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