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Criciúma Construções: Cizeski deve voltar ao comando em 2019

Recuperação judicial entregou 38 das 78 obras inacabadas pela empresa
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 07/11/2018 - 09:12Atualizado em 07/11/2018 - 09:58

Rogério Cizeski voltará a controlar a Criciúma Construções a partir de 2019. Em recuperação judicial desde 2015, esse período deve terminar no fim de 2018. A empresa não foi à falência, permitindo que o proprietário assuma novamente. No início, eram 78 obras não concluídas, até hoje, 38 delas foram entregues e 11 estão no processo de regulamentação, as 29 restantes deverão ser administradas por Cizeski. Os responsáveis por essa recuperação falaram sobre o assunto em entrevista ao Programa Adelor Lessa.

“A lei prevê o afastamento do sócio, mas não indica quando ele volta. No ano que vem o processo estará encerrado, então ele deve voltar. Se encerrando o processo é normal que a empresa volte para ele”, explicou o advogado Lucas Farias, que atua diretamente na recuperação judicial. “As obrigações que não forem cumpridas ficam em cargo da empresa, mesmo que a recuperação se encerre. Elas deverão ser resolvidas no prazo previsto no plano, que torna todas as obrigações do Rogério um título de crédito judicial”, completou.

Quem realizou alguma compra e não recebeu o imóvel, receberá 20% do total investindo em pagamentos ao longo de 15 anos, contando a partir de 2016, com dois anos de carência para iniciar o pagamento. No restante, os próprios compradores arcaram com a conclusão das obras. “Quem vai pagar a conta são os adquirentes, não podemos pegar o dinheiro de um empreendimento e jogar em outro, cada um tem o seu fluxo de caixa e se faltar dinheiro os credores precisam investir”, lembrou o gestor judicial da Criciúma Construções, Zanoni Elias.

Confira a entrevista na íntegra:

Trabalhadores pagos

A Criciúma Construções contava com mais de 300 funcionários. Até o momento foram pagos mais de R$ 11 milhões em dívidas trabalhistas, procedimento que começou em dezembro de 2016. Inicialmente foram pagos R$ 8 milhões, depois aconteceram novos processos. O dinheiro vem do antigo estoque da empresa.

Rogério Cizeski

O dono da empresa, Rogério Cizeski, está trabalhando desde março na recuperação judicial. “Ele tem uma ordem para poder estar na empresa por 20 horas semanais, pode acessar informações e arquivos da empresa. Ele não decide absolutamente nada, todas as decisões passam pelo gestor judicial”, destacou o administrador judicial, Agenor Daufembach.