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Covid-19: Novo mapa aponta para mais regiões em estado gravíssimo

Amrec e Amesc seguem nessa condição, na qual entrou a Serra e voltou a figurar a Amurel. Estado deverá lançar novas restrições
Denis Luciano
Por Denis Luciano Florianópolis, SC, 12/08/2020 - 11:36Atualizado em 12/08/2020 - 11:40
No mapa divulgado hoje, 16 das 20 regiões estão em estado gravíssimo / Reprodução
No mapa divulgado hoje, 16 das 20 regiões estão em estado gravíssimo / Reprodução

O mapa de Santa Catarina está quase que 100% vermelho na mais recente atualização dos estágios da pandemia de Covid-19. E o vermelho indica condição gravíssima para transmissão da doença. Eram 12 regiões nesse estado na semana passada, e agora saltaram para 16. Ingressaram na lista do gravíssimo, na qual já estavam as regiões carbonífera e da Amesc, a Amurel e a Serra Catarinense.

"Piorou para todo mundo", confirmou o secretário-executivo da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), Giovanni Dagostin. Com isso, ficou frustrada a expectativa de uma possível liberação do transporte coletivo a partir da próxima segunda-feira, 17, já que havia esperança de reclassificação da Amrec de gravíssimo para grave.

É possível, inclusive, que novas regras restritivas sejam editadas pelo Governo do Estado nas próximas horas, com o agravamento da situação em Santa Catarina. "É bem provável que o COES esteja baixando alguma portaria ditando novas regras. Na linha do que o Estado foi obrigado por decisão judicial na semana passada, de tomar a frente nas medidas e definir as regras de maneira mais clara", apontou Dagostin.

Não está descartado que o Estado oriente por um novo lockdown em Santa Catarina. "A considerar o que foi recomendado na semana passada, não podemos descartar que, com essa piora, sugiram até suspensão de comércio, restaurantes, bares, academias, nos moldes do início da pandemia", advertiu o representante da Amrec. "Achamos que não, mas não podemos descartar essa hipótese. Alguma portaria deverá ser baixada, mas ainda desconhecemos o conteúdo", emendou.

Enquanto isso, os municípios seguem debatendo uma possível reclassificação. "O que mais pesa na avaliação é o número de leitos, daí pesa contra as regiões que são receptoras de pacientes. Isso cria uma diferença, indiferente se o paciente é daquela região ou não. Queremos que mudem esse critério", reforçou. "Na semana passada, no Hospital São José, havia 40% de pacientes de outras regiões, agora são 30%", enumerou. "Fizemos essa solicitação, para fazer revisão da matriz. A Fecam emitiu uma nota nesse sentido também, de revisão da matriz", salientou Dagostin.

Decretos ampliados

Os decretos de manutenção das medidas restritivas contra o novo coronavírus estão prorrogados por tempo indeterminado nos doze municípios da região carbonífera. "Repassamos essa sugestão aos prefeitos, na reunião de ontem, para evitar que toda hora aconteça de se reunir para reavaliar decretos e vigência. Como as medidas vão sendo adaptadas e modificadas conforme a orientação estadual, a sugestão técnica e jurídica foi de manter a vigência dos decretos e protocolos de forma indeterminada", confirmou o secretário da Amrec.