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Cooperminas deve retomar atividades e pagar as dívidas em 36 meses

Parada desde 2017, por ser uma cooperativa, não é possível realizar a recuperação judicial
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 20/08/2019 - 08:07Atualizado em 20/08/2019 - 12:37
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

A Cooperativa de Extração de Carvão Mineral dos Trabalhadores de Criciúma (Cooperminas) está interditada desde 2017 e poderá retornar suas atividades. Conforme o advogado do Sindicato dos Trabalhadores de Forquilhinha, Marcio Cechinel, a expectativa é de que após a liberação pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) os serviços voltem.

“A intensão da empresa é o retorno das atividades. Eles estão trabalhando para retornar as atividades da empresa, com isso, está se discutindo junto ao Ministério Público do Trabalho”, citou durante entrevista ao Programa Adelor Lessa. Assim seria possível quitar os salários. “A proposta que se tem é o pagamento em 36 meses para os trabalhadores”, completou.

Por se tratar de uma cooperativa, não é possível fazer uma recuperação judicial, apenas extrajudicial. Aproximadamente 400 antigos funcionários estão aguardando o pagamento de salários atrasados e da verba rescisória. O retorno das atividades aparece como a melhor alternativa, já que praticamente não existem ativos para serem vendidos.

“Como era uma cooperativa de trabalhadores, ela não tem patrimônio de bens materiais com volume muito alto, o que tinha de patrimônio físico já foi tudo praticamente vendido. Hoje a única forma de pagamento seria o retorno das atividades, com pagamento parcelado ou a venda dos bens, que inclui a reserva minerária”, concluiu.

A reportagem entrou em contato com os advogados da cooperativa, que deverão se pronunciar na semana que vem, quando a liberação já poderá ter ocorrido.

Tags: cooperminas