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Concessionária nega isenção de pedágio em Araranguá

Contundo a Viacosteira sinalizou positivamente para obras de melhoria nos acessos e vias marginais da cidade
Gregório Silveira
Por Gregório Silveira Araranguá, SC, 20/10/2020 - 15:43Atualizado em 20/10/2020 - 15:46
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

A duplicação de uma rodovia sempre traz fortes impactos a todas as cidades que ficam no entorno. Em 2014 o contorno Rodoviário de Araranguá, no sul catarinense, foi liberado. Quem seguia viagem aproveitava a pista duplicada e a fluidez do trânsito. Mas para muitos comerciantes locais ver carros de fora se tornou raro, afinal a rodovia federal agora passava por fora. O progresso acabou dificuldado a economia que aos poucos foi buscando alternativas.

No mês de agosto de 2020 a CCR Viacosteira assumiu o trecho que vai Palhoça, na grande Florianópolis, até Passo de Torres na divisa com o Rio Grande do Sul. Hoje quem usa a rodovia se depara diariamente com a movimentação de máquinas e funcionários. Mais uma vez é a BR 101 recebendo o progresso.

A Associação Empresarial de Araranguá e Extremo Sul Catarinense (Aciva) esteve reunida com a Viacosteira para mostrar as particularidades do  entorno da BR 101, bem como as necessidades para o planejamento empresarial local. Entre as reivindicações está o melhoramentos em dois, dos três acessos a maior cidade da região. A entrada norte, que é a primeira de que vem de Maracajá, e o acesso sul, para quem vem de Sombrio. "Os dois acessos precisam de melhorias, principalmente para a entrada de caminhões pois ficou muito estreito. A sinalização também precisa ser mais aparente e a iluminação ser instalada. Um dos acesso será iluminado em breve", afirma o presidente da Aciva, Alberto Sasso de Sá.  

A Aciva também pediu a concessionária para ter uma atenção especial com os vias marginais. 
"Várias marginais deveriam ter sido feitas quando executado o desvio da rodovia. Hoje é difícil chegar a alguns terrenos da região o que prejudica principalmente a agricultura. E também tem o fato de que se Araranguá quer atrair grandes empresas, precisa de vias marginais que atenda as necessidades. Quem vai instalar uma empresa se o acesso a ela não é o ideal. A cidade também é conhecida pelo turismo de passagem. Os motoristas param para comprar em estabelecimentos que ficam às margens da rodovia. A CCR Viacosteira vai mandar um engenheiro deles para avaliar os locais que apontamos", antecipa o presidente da Aciva.

A associação bem que tentou, mas a isenção de pedágio para moradores da região segundo a própria CCR Viacosteira comprometeria as operações. Isso pois o cálculo para aceitar a concessão foi feito em cima da arrecadação com o fluxo de veículos locais também. 

Pedágios 
Ao longo dos 220 quilômetros, de Palhoça a Passo de Torres serão quatro praças de pedágio, localizadas entre Passo de Torres e São João do Sul, Maracajá e Araranguá, Treze de Maio e Tubarão e no limite de Laguna com Imbituba. As novas tarifas só devem começar a ser cobradas no primeiro semestre do ano que vem. Isso pois o contrato prevê a realização dos serviços primeiro. 

A tarifa foi inicialmente definida em R$ 1,97, mas deve sofrer um aumento até o funcionamento das praças, podendo ir para cerca de R$ 2,10. "Somente após concluídos todos os serviços é que podemos colocar a cobrança nas quatro praças de pedágio. Inclusive socorro médico e mecânico serão instalados na rodovia", afirma Fausto Camilotti presidente da CCR.     

 

Obras de Melhoria
Em todo o trecho serviços de roçado e reforço na sinalização tanto vertical quanto horizontal estão sendo feitos. Uma das questões que será assumida pela CCR na BR-101 sul é a iluminação. Isso inclui a Ponte Anita Garibaldi, de Laguna, que passava por uma briga judicial para definição de quem seria responsável pela tarifa no local, o estado ou o município.

A CCR deve investir ao todo R$ 7,4 bilhões. Dentre as obras mais importantes estão: bases operacionais, obras de drenagem, 18 passarelas, 98 quilômetros de faixas adicionais, reestruturação de pontes e viadutos e a instalação de quase 170 câmeras de monitoramento.  

A concessão da rodovia ao grupo é válida por 30 anos. A iniciativa nesse primeiro momento é gerar mil empregos diretos.