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Comunidade bloqueia acesso à obra da subestação em Siderópolis

Populares reclamam da condição da estrada. Não houve acordo para asfaltamento do trecho. Trabalhos se estendem há um ano e meio
Denis Luciano
Por Denis Luciano Siderópolis, SC, 14/08/2020 - 08:13Atualizado em 14/08/2020 - 08:20
Trabalhadores parados no protesto da comunidade / Divulgação
Trabalhadores parados no protesto da comunidade / Divulgação

A Estrada Geral do Montanhão, em Siderópolis, vem sofrendo com o tráfego pesado da obra da subestação de energia que está em construção nas redondezas. Em sinal de protesto, a comunidade fez uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 14.

"É a terceira vez que bloqueamos a estrada. Estamos solicitando a manutenção pela empreiteira da subestação. Até agora não foi solucionado. Foi feito um acordo, eles teriam 15 dias para fazer a manutenção com a prefeitura, que deu o material. Eles começaram, fizeram um dia de manutenção mas o prefeito suspendeu, alegando que eles estavam desperdiçando o material fornecido", contou a moradora Tainá Consoni, uma das líderes do movimento.

"Na terça passada, quando fechou os 15 dias do acordo, fizemos um novo bloqueio. Foi combinado que até ontem eles deveriam dar outra resposta ou uma solução, e nada foi feito. Daí combinamos hoje com a comunidade para fazer esse novo bloqueio", detalhou. Tainá contou que, a partir de agora, a estrada permanecerá fechada por tempo indeterminado.

Muitos ônibus que levam os trabalhadores ao canteiro de obras

Obra grande, tudo parado

Por conta do protesto, é grande a aglomeração de trabalhadores, que chegam nas primeiras horas do dia para as atividades. A subestação Siderópolis II faz parte do Lote 21 das obras do consórcio EDP Brasil e Celesc, executado pela empresa EDP Transmissão Aliança SC em parceria com a empresa de energia elétrica de Santa Catarina, e que está estruturando 433 quilômetros de novas linhas de transmissão, com investimento de R$ 1,3 bilhão e passando por 28 municípios catarinenses. Essa linha interliga as cidades de Abdon Batista, Campos Novos, Siderópolis e Forquilhinha. Estão no trajeto, ainda, outras cidades da Amurel, Amrec e Serra.

"É uma das maiores subestações de energia de Santa Catarina. é uma obra de grande porte. Tem tráfego pesado, eles detonam a estrada", referiu Tainá. "Eles transportam materiais pesados como concreto e transformadores, por isso na licença foi colocado que a manutenção da estrada seria com eles, e não estão cumprindo", reforçou a moradora. "Faz um ano e meio que isso está acontecendo", completou.

Prefeitura ciente do protesto

O prefeito Hélio Cesa, o Alemão, apoiou a mobilização da comunidade. "Quando a gente fez a audiência pública, solicitamos a pavimentação até o Montanhão, o que não foi atendido. Daí colocamos que na licença ambiental a condição era que eles dariam manutenção. Eles estão deixando muito a desejar. Muito barro, muito peso, muito desgaste", comentou.

A prefeitura cedeu o material para a obra. "Mas eles estavam fazendo o serviço todo errado, colocando material fora. Ontem sentei de novo com eles e cobrei, eles alegaram que o pessoal não tem experiência nesse tipo de obra, e pedimos para contratar uma empreiteira para passar à tarde. Na segunda-feira deve iniciar um novo reparo", adiantou Alemão.