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"Colocar o Criciúma no lugar de onde nunca deveria ter saído", repetem atletas apresentados até o momento

Carlinhos, Daniel Cruz e Jajá repetem o mantra de quando time grande é rebaixado de divisão; antes, tem o Catarinense
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 11/01/2020 - 16:01
Rebaixamento na Série B do ano passado foi praticamente confirmado no empate em casa contra o Paraná (Foto: Jota Éder / Timaço / Rádio Som Maior)
Rebaixamento na Série B do ano passado foi praticamente confirmado no empate em casa contra o Paraná (Foto: Jota Éder / Timaço / Rádio Som Maior)

Sempre que um grande clube cai de divisão, surge o mantra: "recolocar o clube do lugar de onde ele nunca deveria ter saído". A frase é duvidosa: um rebaixamento, geralmente, é resultado de uma temporada de problemas internos, falha na montagem do elenco, salários atrasados, uma série de equívocos administrativos. No Tigre, não teve salário atrasado, não teve problemas internos; ainda assim, o time foi rebaixado na Série B.

Com um elenco mais modesto para 2020, sem grandes nomes como por exemplo Wesley, Daniel Costa e Léo Gamalho, que deixaram o clube após a queda, os jogadores apresentados até agora pelo Tigre repetem a frase: "colocar o Criciúma do lugar de onde nunca deveria ter saído". 

Nesta Série C, o Tigre será o único clube com uma conquista de elite no futebol nacional: a Copa do Brasil de 1991 jamais será esquecida pelo torcedor. O diretor executivo de futebol, Evandro Guimarães, zagueiro do clube naquela conquista histórica, já deu a letra: o elenco de 1991 será referência para este de 2020.

Até o momento, o clube anunciou oito novos reforços. Seis já treinam com elenco desde o começo da pré-temporada, mas apenas três foram apresentados oficialmente; os três prometem empenho para fazer o Tigre retornar à Série B. A estrutura do clube, que paga em dia, tem categorias de base evoluída e Centro de Treinamento, foi ressaltada por todos.

"Esse clube é conhecido nacionalmente e mundialmente. Quando eu recebi a proposta, não pensei duas vezes, pela grandeza, pela estrutura, por tudo aqui, nem pensei duas vezes quando o Serginho entrou em contato, dei o meu aval, agradeci a oportunidade. Essa camisa é pesada, tem torcida", disse o atacante Daniel Cruz, que defendeu o Brasil na Série B do ano passado.

"Companheiros passaram aqui e falaram super bem da estrutura e dos funcionários. A estrutura de trabalho, é um clube que no mínimo deveria ter ficado na Série B, mas o futebol é assim. Quero fazer um grande 2020 aqui no Criciúma. Minha vinda foi para fazer o Criciúma voltar ao lugar de onde nunca devia ter saído", prometeu.

Estadual de olho na Série C

Antes da competição mais importante da temporada, o Tigre encara o Catarinense, competição que não vence desde 2013. Jajá, atacante que atua nas três funções de frente, segundo o próprio jogador e o diretor de futebol Evandro Guimarães, quer o título do estadual.

"Primeira meta aqui é fazer um ótimo Estadual e ser campeão. Na Série C temos que subir esse time de todo jeito", apontou o atleta, citando as razões que o fizeram vir para Criciúma. "A estrutura maravilhosa que a gente tem, que me apresentaram, tenho muitos amigos que jogaram aqui, por isso aceitei esse convite. Creio que vai dar tudo certo no fim do ano", destacou.

Ir para cima

Terceiro atleta apresentado oficialmente, o meia Carlinhos é mais empolgado nas declarações. O jogador, de 21 anos e que se descreveu como meia clássico, mas de muita raça, quer ir "para cima" em 2020 e retornar à elite do futebol.

"Minha expectativa é grande, esperar dar o máximo e que o Criciúma volte a ser grandioso. Cada jogo a gente tem que mostrar a diferença para o torcedor. Espero que o time abrace a opção do técnico, que ele colocar para nós praticar em campo, e vamos para cima para voltar à elite de novo", disse. "Minha expectativa é grande, esperar dar o máximo e que o Criciúma volte a ser grandioso", concluiu Carlinhos.