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Cirurgia, laser ou espuma? Qual o tratamento ideal para varizes?

Cirurgião vascular Marco Ortiz explica que escolha depende das características do paciente
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 17/07/2018 - 18:21
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Varizes são comuns em homens e principalmente mulheres, atingindo milhares de pessoas a cada ano no Brasil. Segundo o médico cirurgião vascular Marco Ortiz, a origem do problema está diretamente relacionada com a genética. Outros fatores, como ficar muito tempo sentado, também contribuem para o aparecimento da doença.

“Se a pessoa só tem um vasinho, procura a gente pela estética da perna, a grande maioria é de mulheres. É uma coisa que não precisa perguntar, a pessoa chega até a gente já com o diagnóstico. Se você tem um histórico familiar de casos, é bom ficar atento”, explicou o médico.

As varizes são divididas em seis graus, sendo que a partir do segundo são consideradas graves. Existem três tipos de tratamento: cirurgia, laser e espuma. De acordo com Ortiz, a escolha depende das características do paciente. É possível até mesmo não fazer tratamento, desde que utilize meias adequadas e cuide da região afetada.

O médico ressaltou que o laser proporciona menos dor no pós-operatório e uma volta mais rápida a rotina. “É uma tecnologia que a gente vem usando há algum tempo, e temos duas modalidades. O laser que a gente usa no centro cirúrgico e o laser transdérmico, para tratar vasinhos menores”.

Outro método que ganhou fama nos últimos tempos é o tratamento por meio da aplicação de espuma através de uma injeção. Sua vantagem é a colocação diretamente no consultório médico, sem a necessidade de internação.

“É um produto que se chama polidocanol, a gente mistura com o ar e colocamos na perna, gerando uma espuma. A espuma não é para todo mundo, um paciente idoso, um paciente que usa anticoagulante, pode ser a primeira opção. Já uma moça de 20 anos, que quer um resultado estético, a espuma não é o melhor caminho”, completou Ortiz.