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Cinco décadas transformando realidades ao compartilhar conhecimentos

Primeiros cursos instalados, Matemática, Ciências Biológicas, Artes Visuais e Pedagogia, da Unesc completam nesta semana 50 anos de história
Redação
Por Redação Criciúma, SC, 21/02/2020 - 16:21
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Existem muitas formas de mudar para melhor a vida de alguém e uma delas é compartilhando conhecimento, oferecendo oportunidades. Essa foi a maneira escolhida pela professora Karine Luiz Calegari Mrotskoski, que há mais de dez anos concluiu sua graduação em Matemática na Unesc e, por meio da bagagem adquirida na Licenciatura, já atingiu centenas de alunos com os saberes matemáticos e suas aplicações no dia a dia. Ela é apenas um, dos milhares de exemplos de pessoas que saíram da Universidade e mudaram realidades ao seu redor ao longo dos 50 anos dos primeiros cursos instalados na Unesc: Matemática, Ciências, Desenho e Pedagogia, atualizados e em atividade até os dias atuais como Matemática, Ciências Biológicas, Artes Visuais e Pedagogia. A assinatura do Decreto de número 66.229 completou suas cinco décadas nesta semana, sendo lembrada com carinho e entusiasmo pelo que ainda há de vir no futuro.

Ainda enquanto adolescente o desejo de Karine era escolher uma profissão pela qual pudesse impactar a vida de alguém e, os resultados que colhe hoje, mostram que seu objetivo se tornou real. Atualmente a egressa é professora concursada nas redes municipal e estadual de ensino, destacando-se pela implantação de projetos inovadores. “Foi na graduação, na qual eu recebi os ensinamentos com foco na didática de ensino, que me dei conta da importância da função do professor na nossa sociedade e isso, desde então, foi o que mais me motivou a fazer a diferença na vida dos alunos”, pontua.

Karine, conhecimentos na Matemática com a Unesc

Na busca constante por mais qualificação, Karine participa rotineiramente de eventos voltados à matemática e não deixa de manter o vínculo com a Unesc, instituição pela qual sente orgulho e gratidão. “No último ano participei como voluntária do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) pois acredito muito na importância desse contato dos acadêmicos com os professores que estão nas escolas. É uma via de mão dupla, pois os estudantes aprendem com a prática e levam o movimento de pesquisa para dentro das escolas também”, acrescenta.

Karine implantou na rede municipal os chamados Clubes de Matemática, ação com foco em atividades no contraturno escolar pensada para aperfeiçoar o conhecimento do ensino regular. “O resultado foi surpreendente. De um Clube instalado passamos a ter 22 na cidade. A partir desse ano a ideia será ampliada para os Clubes de Língua Portuguesa. Não é fácil mudar o cenário que temos hoje, mas são passos assim que nos fazem acreditar em uma mudança”, completa a egressa.

A história profissional da egressa e de tantos outros exemplos conhecidos e acompanhados pelo curso, conforme a coordenadora Elisa Netto Zanette, é motivo de orgulho e, principalmente, motivação para continuar exercendo o papel de transformar vidas por meio da educação. “A matemática está presente em tudo, é a base de todas as ciências, de todas as artes e demais tecnologias. Temos orgulho de multiplicar o conhecimento em torno dessa disciplina, oportunizando que nossos acadêmicos atuem não só nas salas de aula, mas também em organizações das mais diversas com o domínio do conteúdo e estratégias de resolução de problemas”, aponta Elisa.

Histórias de vida construídas dentro do campus

- Gabriel Valga Ricardo - Artes Visuais

Além de formar profissionais que fazem a diferença muito afora, a Unesc promove mudanças de vidas dentro seu próprio espaço. Profissionais que se destacam dentro da Instituição encontram nela a oportunidade de conquistar espaços, adquirir conhecimento e construir histórias paralelamente a Universidade.

É o caso do ex-aluno do Colégio Unesc, Gabriel Valga Ricardo, que começou a frequentar o campus ainda no quarto ano das séries iniciais. Ainda enquanto estudante do Colégio seguiu dentro da Universidade até o fim do Ensino Médio, quando partiu em linha direta para a graduação em Artes Visuais na Instituição que escolhera para a vida. A escolha, no entanto, foi recíproca, já que, demonstrando desempenho em destaque na graduação, foi convidado a voltar ao Colégio na qual estudou, dessa vez como professor de Artes.

“Durante os anos de graduação em licenciatura, vivenciei minha grande paixão de modo intenso e a cada semestre descobria um ateliê e juntamente a ele uma nova linguagem artística. Não tenho palavras para falar desse curso. Além de me possibilitar alcançar parte de meus sonhos, me abriu muitas portas e me preparou para hoje, depois de sete anos de atuação na área da educação, poder retornar e encontrar meus mestres, contribuindo junto a eles, agora não como aluno, mas como docente”, compartilha.

O sentimento de pertencimento à Instituição não é exclusivo do jovem professor. Entre as tantas histórias especiais escritas nos cursos cinquentenários é possível destacar ainda outras duas: a do biólogo do Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, Rodrigo Freitas, e da professora Mirozete Iolanda Volpato Hanoff. Ambos tiveram suas formações na Universidade, nos cursos de Ciências Biológicas e Pedagogia, respectivamente, e ainda compartilham seus dias no campus.

- Mirozete Iolanda Volpato Hanoff - Pedagogia

A formatura de Mirozete marcou, em 1975, a formação daquela que seria a terceira turma da recém-criada Faculdade de Ciências e Educação (Faciecri) na Fundação Educacional de Criciúma (Fucri). De lá para cá a professora adquiriu imensa bagagem profissional atuando como professora na Rede Estadual, ao ser aprovada em primeiro lugar em concurso prestado logo após o fim da graduação, além de ter ocupado cargos de gerência, no qual coordenou todas as escolas da região Sul do Estado.

Atualmente, aos 65 anos, a professora faz questão de se reinventar a cada dia e encontra na sala de aula a alegria de viver. “Assim como tenho paixão por ser mãe, sou apaixonada por dar aula. Ali, diante dos alunos, esqueço de tudo o que acontece lá fora. Me sinto muito feliz e realizada por cumprir essa missão e conseguir participar de tantas transformações na sociedade e na pedagogia”, destaca.

Na bagagem, “Mirô”, como é carinhosamente conhecida, traz a experiência de ter lecionado para alunos das mais variadas idades e aprendido um pouco mais com cada oportunidade. Agora, envolvida na missão de formar novos professores, o sentimento é de ainda mais orgulho. “O curso de Pedagogia da Unesc multiplica o conhecimento em uma dimensão imensurável. Nós vemos na prática e ouvimos no mercado o quanto os alunos formados aqui ao longo de todos esses anos fazem a diferença na sociedade”, completa.

- Rodrigo Freitas – Ciências Biológicas

Para Rodrigo, formado em 2002 no curso de Ciências Biológicas, o orgulho de fazer parte da maior Universidade Comunitária da região não é diferente. Convidado a atuar no Museu de Zoologia Professora Morgana Cirimbelli Gaidzinski, Rodrigo encontrou ali sua realização profissional e, mais que isso, pessoal. “Mesmo tendo recebido outras propostas para atuar como biólogo e taxidermista, permaneci na Unesc. A Instituição me abriu muitas portas e também as fechou, no bom sentido, para que aqui eu permanecesse. A Universidade me proporcionou até a possibilidade de conhecer minha esposa. Tenho orgulho e gratidão imensa impregnada no meu coração por tudo isso que estamos construindo”, revela.

Braços abertos para o início de novas histórias

Todo o legado já construído ao longo dessas cinco décadas, conforme a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, representa apenas o início de uma história que não terá fim. “Se já mudamos a realidade da educação da região ao longo desses cinquenta anos, imaginem o que é possível fazer com a força que temos hoje somada à toda a experiência adquirida? ”, indaga.

Cada um dos acadêmicos e professores que contribuíram para a construção dos cursos que representam o início da Unesc, para Luciane, foram parte fundamental e fazem parte das conquistas adquiridas. “Essa trajetória certamente foi de muitos obstáculos, inseguranças, novidades e desafios, no entanto, é graças a ela, que foi o nosso pontapé inicial, que aquela sementinha plantada frutificou tanto e se multiplicou da maneira que vemos hoje, com uma Universidade de dimensões inimagináveis para aquela época”, enfatiza.

Os quatro cursos que iniciaram a história da grande Universidade que existe hoje seguem com força total e contam com vagas para ingresso ainda no primeiro semestre de 2018. As diferenciadas oportunidades de bolsas de estudo e descontos podem ser conhecidas por meio da Central do Estudante e no site da universidade.