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Ciclone bomba causou o maior estrago da história da Celesc

No auge do fenômeno, cerca de 1,5 milhões de unidades catarinenses ficaram sem energia elétrica
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 06/07/2020 - 12:47Atualizado em 06/07/2020 - 12:48
Foto: Amanda Farias / 4oito
Foto: Amanda Farias / 4oito

O ciclone bomba que atingiu Santa Catarina na última semana causou danos visíveis em diversos municípios catarinenses. Além dos problemas em residências e locais isolados, o evento também causou o maior estrago da história no sistema elétrico da Celesc, deixando mais de 1,5 milhões de unidades desabastecidas no estado.

"Jamais haviamos visto uma situação dessa natureza, que foi desde a região do extremo oeste até o extremo sul e extremo norte do estado. Não houve lugar onde não ocorreram danos ao sistema elétrico, danos absolutamente assustadores pela proporção e estragos", declarou o chefe da divisão técnica do núcleo Criciúma e região da Celesc, Zulnei Casagrande.

No extremo sul catarinense, somando-se Amrec e Amesc, cerca de 30 mil unidades atendidas pela Celesc ficaram desabastecidas no auge do fenômeno. O número de unidades sem energia elétrica na região, no entanto, provavelmente foi ainda maior, já que não foi somado os casos atendidos por cooperativas. "Creio que tenha atingido na ordem de 100 mil unidades consumidoras. 

Lauro Müller foi um dos municípios mais prejudicados pelo ciclone em termos de abastecimento elétrico - mas devido a um acontecimento específico. Na cidade, uma linha de transmissão que abastece a subestação do local foi destruída em vários pontos de difícil acesso. Os profissionais da Celesc recuperaram a linha de transmissão após praticamente 24 horas de serviço, restando então a redistribuição da rede.

Os maiores danos, no entanto, foram registrados na região de Araranguá e Sombrio, onde diversos postes e ligações elétricas foram destruídos por conta do vendaval.
A operação de recuperação da rede elétrica afetada pelo Ciclone foi encerrada somente neste domingo, 5, após às 21h. No entanto, a Celesc ainda continua atendendo à casos específicos em toda a região e, segundo Zulnei, os trabalhos devem continuar por três meses. "Nossos eletricistas foram verdadeiros heróis nesse período", reforçou o chefe da divisão.

Além das exaustivas jornadas de trabalho desempanhadas pelos profissionais da Companhia durante este período, a Celesc também teve de correr atrás de equipamentos para dar conta de suprir todos os estragos causados pelo ciclone na rede elétrica. "Cabos partidos, postes quebrados, transformadores queimados. Temos o estoque mínimo para a reposição de materiais para trabalhar dentro da normaldiade. Com tantos pontos assim, foi necessário a intervenção", disse Zulnei.

A Celesc, então, deve de realizar o remanejamento de materiais de município para município, para conseguir dar conta de todo o trabalho de recuperação. "Tivemos que buscar materiais em Florianópolis para atender aqui, por exemplo", afirmou Zulnei. Além disso, novos materiais tiveram de ser adquiridos em regime de urgência, mexendo também com a situação econômica da Companhia.