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Camisas para representar a massa carvoeira

Sem torcida, camisas históricas do Tigre “vestirão”, as cadeiras das sociais
Marciano Bortolin
Por Marciano Bortolin Criciúma, SC, 07/07/2020 - 15:54Atualizado em 07/07/2020 - 16:44
Fotos: Cleiton Ramos / Arquibancada Tricolor
Fotos: Cleiton Ramos / Arquibancada Tricolor

O Criciúma volta a campo nesta quarta-feira, 8, às 19h para o jogo de ida das quartas de final do Campeonato Catarinense diante do Marcílio Dias. Devido às regras sanitárias para evitar a propagação do novo coronavírus, a torcida não poderá estar presente, porém, uma ação do clube junto à torcedores levará o manto carvoeiro à arquibancada.

O diretor Comercial e de Marketing do Criciúma, Julio Remor, revelou nesta terça-feira, 7, em visita à Rádio Som Maior no programa Agora, que alguns colecionadores do manto carvoeiro procuraram o clube e estão fornecendo camisas históricas do Carvoeiro para “vestirem” as cadeiras das sociais do estádio Heriberto Hülse.

“No sábado ocorreu uma entrevista do Cleiton Ramos, da Arquibancada Tricolor com o torcedor Fernando Geremias. Isso ocorreu depois do treino. E ficou tão bonita que procuramos entender como isso aconteceu. Os colecionadores do manto carvoeiro procuraram o clube por inciativa deles, apaixonados pelo clube que são. Reunimos 400 camisas até o momento, eles vão emprestar para que o clube ‘vista’ as cadeiras das sociais que irão representar toda a massa carvoeira que não poderá estar no estádio. Vai ficar muito bonita a imagem. Tenho certeza que o elenco vai receber muito bem esta ação de forma muito especial”, comenta Remor, acrescentando que uma homenagem ocorrerá durante o jogo, mas não revelou qual será. 

A tentativa de ter a torcida no Majestoso

Em entrevista ao Programa Agora, da Rádio Som Maior, Remor também falou da tentativa da diretoria do tricolor em ter a torcida no estádio. “A gente vem acompanhando as portarias, os decretos, o achatamento ou não da curva e quando o Governo do Estado se manifestou que os municípios, de acordo com a situação atual, fariam as decisões, nós tivemos a esperança que a situação, na época menos radical do coronavírus em Criciúma, nós teríamos condições de fazer o jogo com um percentual de público. Conversamos com o secretário Acélio, com o prefeito, com a procuradora, tivemos algumas reuniões e vínhamos fazendo isso semanalmente. Sempre tivemos a sinalização positiva da prefeitura de Criciúma. Confesso que a partir do fim de semana que teve exagero do cidadão criciumense nos bares, ruas, praias, a prefeitura disse que precisava avaliar porque o resultado daquilo seria dentro de 12, 14 dias”, relata.

O diretor de Marketing não esconde a vontade do clube em voltar a ter a massa carvoeira nas arquibancadas o quanto antes. “A gente tem vontade de fazer jogo com público sim, apresentamos medidas para isso. Tivemos na quarta-feira de novo lá, ficamos de conversar novamente na sexta-feira, mas tínhamos informações que o Estado baixaria um novo decreto”, cita.

Remor destaca as ações feitas pelo clube para ter a torcida no estádio. “O que nós podíamos fazer de forma antecipada para ter público no estádio, nós vínhamos fazendo. Reabrimos a secretaria para atendimento presencial para o sócio colocar situação em dia. Adquirimos sete termômetros para aferição e todos os torcedores. Estávamos prontos para receber de 20% a 25%, mas o decreto de ontem proíbe e o Criciúma vai cumprir todas as medidas. O torcedor tem nos ajudado e vamos torcer para que as coisas voltem ao normal para a torcida voltar ao estádio o quanto antes”, ressalta.

O Tigre lutou ainda para que os sócios tivessem vantagens aos assistir os jogos pelo FCPlay.  “Quem adquiriu lá no começo, continua, assiste normalmente. O que o clube brigou com o FCPlay foi para que os sócios tenham algum benefício, e conseguimos que o sócio tenha 50% de desconto. Poderá assistir o campeonato até o fim por R$ 19,90”, finaliza.

Ouça abaixo a entrevista do diretor Julio Remor à Som Maior: