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“Brasil ficou caro antes de ficar rico”, diz Alckmin

Possível candidato à presidência pelo PSDB disse que para retomar a economia é necessário reduzir gastos e fazer “jogo do século 21”
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 11/08/2017 - 08:32Atualizado em 11/08/2017 - 08:35

Nesta sexta-feira (11) foi ao ar no Programa Adelor Lessa, a entrevista realizada com o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). Na entrevista, Alckmin falou sobre a decisão de candidatura à presidência da república, sobre o recesso e retomada da economia entre outros assuntos.

Acho que você tem uma questão estrutural de longo tempo. O brasil ficou caro, antes de ficar rico. É inacreditável. Você gasta mais do que arrecada e ainda aumenta impostos. O governo tem que ter ajuste fiscal mais severo”, comentou Alckmin.

Alckmin acredita que para retomar a economia brasileira é necessário reduzir desperdícios e fazer “jogo do século 21”.  “Nosso tempo é o tempo da mudança e da velocidade. Temos que fazer uma inserção no mercado internacional, estimular atividade empreendedora, ter mais comércio exterior. Essas mudanças demandam reformas macro e micro econômicas. A palavra é esperança”, disse.

Candidatura

Alckmin disse que a decisão de candidatura deve vir mais ao final do ano. “Esta será a eleição da experiência, de quem tem mais experiência acumulada. A população brasileira está passando por uma experiência ruim, acho que a está sofrida. Temos que nos unir buscar convergência, independente de visões ideológicas, para crescimento”, contou.

Eleições 2006

Em 2006, Alckmin já concorreu à presidência da república contra Lula. Alckmin teve 37,5milhões dos votos, sendo derrotado pelo petista que teve 58,2milhões dos votos

“Naquela época, nós já dizíamos da irresponsabilidade do PT e do Lula. Foi uma eleição injusta, tive que renunciar o meu cargo de governador de São Paulo e Lula, que concorria ao segundo mandato, não teve que renunciar. Mas tivemos uma votação espetacular, muito boa”, explicou.

Segurança

Para Alckmin, resolver problemas de segurança exige maior segurança nas fronteiras e combate aos tráficos de armas e de drogas que deve ser obrigação do governo federal.

“Se o governo não entra na luta, os estados acabam enxugando gelo. Precisamos ter policiamento nas fronteiras. Os estados tem papel relevante no combate ao tráfico, o governo federal tem papel fundamental”, expôs.