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“Assustadora”, diz criciumense sobre situação da pandemia na Itália

País voltou a registrar nova alta de casos e óbitos por coronavírus
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Milão - Itália , 29/10/2020 - 08:03Atualizado em 29/10/2020 - 08:03
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Após meses com poucos registros e mortes, a Itália voltou a viver uma grande alta em relação a a pandemia do novo coronavírus. Somente nesta quarta-feira, 28, foram registrados 221 óbitos 24.991 novas infecções no país, o maior número de mortes desde maio. A situação é descrita como “assustadora” por Vanessa Lapoli, criciumense que está atualmente em Milão.

“Cheguei na segunda-feira em Milão e posso dizer que a situação está bem assustadora. Já na mesma noite em que cheguei aconteceram manifestações nas praças contra o toque de recolher, manifestações que acabaram em verdadeiros atos de vandalismo”, ressaltou a criciumense.

No país, o toque de recolher se dá às 23h. Após esse horário, somente pessoas com autorização, por motivo de trabalho ou saúde, podem circular nas ruas italianas. Além da restrição, a determinação de que os restaurantes só poderão ficar abertos até às 18h causou revoltas por parte de empreendedores do segmento.

“Se reuniram cerca de 300 proprietários de restaurantes, se sentaram no chão da praça em cima de toalhas brancas. Colocaram pratos e talheres de plástico como forma de protesto ao fechamento dos estabelecimentos que agora é às 18h. Não podem mais nem trabalhar de noite, que é o principal horário para eles”, comentou Vanessa.

Apesar de ainda não haver nenhuma informação oficial, a criciumense afirma de que há se houve falar em um novo lockdown no país no início de novembro, a exemplo do que está acontecendo na França - que deverá fechar até o primeiro dia de dezembro. Devido aos impactos financeiros que a pandemia e os fechamentos vem causando ao país, o governo italiano anunciou uma nova medida de apoio às empresas.

“Saiu um novo decreto em que o governo estará disponibilizando bilhões de euros para empresas que foram forçadas a fechar, no momento em que fizeram o lockdown para reduzir os contágios de Covid-19. De acordo com o governo, esses decretos chegarão ao alcance de umas 450 mil empresas e, agora, incluirá também aquelas com faturação anual superior aos 5 mil euros, essas que não estavam no decreto do verão passado”, pontuou.