Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

As histórias do segundo oftalmologista de Criciúma

Henrique Packter fala sobre amor pela profissão e revela que se não fosse médico, seria jornalista
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 18/08/2018 - 17:46Atualizado em 18/08/2018 - 17:57
(foto: Arthur Lessa)
(foto: Arthur Lessa)

Respeitado, conhecido e admirado por pessoas da cidade, do estado e do país. Neste sábado, o entrevistado do Nomes & Marcas foi o oftalmologista Henrique Packter. Ele formou-se em medicina em 1959 pela Universidade Federal do Paraná, chegou a ser colega de Zilda Arns e do ex-ministro da Saúde Waldyr Arcoverde.

Natural de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Packter escolheu a oftalmologia porque, na educação básica, tinha facilidade em matemática e ciências biológicas. “Eu escolhi medicina e dentro da medicina escolhi oftalmologia, que é a mais matemáticas das especialidades médicas. O oftalmologista lida com senos e cossenos, com frações por causa do uso de óculos. Isso nos obriga a entender de matemática. Mostra que escolhi uma coisa que atendia duas condições básicas do meu curso, que é ir bem em matemática e bem em ciências biológicas”.

Packter revelou que, caso não fosse médico, seria jornalista. Para ele, as profissões são parecidas. “O jornalista faz um diagnóstico da coisa. As perguntas que o jornalista são as mesmas que fazemos para chegar a um diagnóstico. São profissões muito parecidas. Não sei se teria capacidade. Mas acho que, se tivesse que optar, eu balançaria”, comparou.

O médico veio para Criciúma, porque gostava da cidades pequenas. Ele foi o segundo oftalmo do município do Sul catarinense. “Chegando aqui, eu senti falta de facilidades que tínhamos em cidades grandes. Os aparelhos de Raio X da cidade já estavam obsoletos e laboratórios precisavam de melhorias. Faltavam muitas especialidades. Não tínhamos um bom clínico geral”, recordou.