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Ana Luz: uma carreira marcada pela fé

Pastora esteve no Nomes & Marcas para falar sobre sua trajetória de vida, repleta de muita fé
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma, SC, 03/11/2019 - 14:47
Fotos: Luana Mazzuchello
Fotos: Luana Mazzuchello

Dentista aposentada, presidente da ONG Happy Face e membro do Conselho de Pastores da Igreja Luterana, a pastora Ana Luz possui uma trajetória extremamente marcada pela fé cristã - a qual teve início ainda na infância. Ana esteve no Nomes & Marcas deste fim de semana, para contar algumas das histórias de sua vida. 

Nascida na cidade catarinense de Ituporanga, ela se mudou para Blumenau ainda criança, graças a um ato heróico de sua mãe - que decidiu abandonar a pequena cidade para que os filhos tivessem a chance de estudar. Toda a sua formação escolar foi realizada em um colégio evangélico e luterano, religião a qual acompanha sua família desde sempre.

E em uma época onde universidade era privilégio de poucos, Ana decidiu se dedicar ao vestibular e cursar odontologia, profissão de seu avô, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis. “Na faculdade eu conheci o Paulo, meu marido, que também cursava odonto. Foi aí que eu tive o meu primeiro contato com Criciúma. Viramos amigos, começamos a namorar e, dois meses depois da formatura, nos casamos. Foi então que viemos para Criciúma”, relembrou a pastora.

Foram 20 anos exercendo a profissão de dentista, que só veio a acabar porque estava conflitando com uma missão maior na vida da pastora, a Igreja. Em 1995, Ana fundou a Igreja Luterana Renovada, que trouxe mudanças no templo da religião e já acumula 12 sedes ao redor do Brasil.

Para a pastora, ela, assim como todos, possuem uma missão à cumprir. “Eu creio que todos nós temos um chamado. Às vezes as pessoas tendem a achar que esse chamado é cumprido na igreja, mas eu creio que você [Adelor] no rádio tens uma igreja, que tu és um pastor porque tuas opiniões influenciam e caem na mente e no coração das pessoas. Lutero, na reforma, quis trazer essa convicção que nossa vocação não é só eclesiástica”, disse Ana à Adelor.

Atualmente,a maior atividade de Ana dentro da igreja é aconselhar as pessoas, ensiná-las a ler a bíblia e participar ativamente dos cultos. “As minhas atividades é estar orando por pessoas, trazendo uma palavra de direção. Estamos vivendo dias mais difíceis, as pessoas estão mais desorientadas do que nunca. Está mais difícil viver, apesar de haver uma facilidade tecnológica, de informação e parece que as pessoas estão piores”, salientou Ana.

Segundo Ana, a sociedade vem deixando para trás alguns costumes cristãos essenciais para a construção da família. Ela afirma que, por muitos, em escolas e âmbitos escolares, Deus está sendo deixado de lado. “Nós temos que buscar principalmente valores de família e, nos valores de família, temos que buscar por Deus”, concluiu.