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A vida de Gera Fornasa no mundo empresarial e da música

Geraldo Fornasa foi o convidado do programa Nomes & Marcas deste sábado
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 21/11/2020 - 12:19
Fotos: Vitor Netto / 4oito
Fotos: Vitor Netto / 4oito

Por volta dos anos 1970, aos seus 15 anos, foi quando ele começou a sua trajetória na música, tocando em bailes da região. Aos 23 iniciou a sua trajetória empresarial no ramo do alumínio. Esses foram os inícios da vida de Geraldo Fornasa, mais conhecido por Gera. Ele foi o entrevistado do programa Nomes & Marcas deste sábado, 21, na Rádio Som Maior.

O apelido de Gera é o diminutivo de Geraldo e desde a infância é chamado assim. A música também sempre esteve presente na sua trajetória. “Comecei a minha vida como profissional como músico, em 1970 no conjunto do Padre. Na época tinha por volta dos 15 anos e tocava em baile”, contou.

Início da carreira profissional

Contudo, Gera queria estudar e foi cursar administração em Florianópolis. “Me formei em 1978. Lá eu trabalhei em bancos e na Eletrosul”, explicou. Mas a vontade de voltar para Urussanga e criar o próprio negócio falou mais alto no coração de Gera.”Em 1979 voltei para a Urussanga. Ali eu fundei a Esaf. Foi apertado, mas com um pouco do dinheiro do pai, do sogro, dinheiro da moto que eu tinha, do fundo de garantia eu consegui”, completou.

Na época, muitas pessoas o chamaram de louco, pois ele trabalhava na Eletrosul em Florianópolis, um trabalho garantido. “O que a gente mais ouvia era 'tu é louco'. Deixar o trabalho na Eletrosul, que era um bom salário, para trabalhar com esquadrias de alumínio. Mas o meu sonho era realmente montar uma fábrica”, enfatizou.

Gera explica que esse sonho de montar a empresa sempre este presente e ele escolheu a data certa para se aventurar no mundo dos negócios. “Eu sempre digo que montar uma empresa você tem que montar descompromissado. Não te meta em bucha. Eu tinha 23 anos era jovem e não tinha compromisso”, contou.

Em 1979 a Esaf trabalhava com esquadrias de alumínio. Em 1982 Gera expandiu o trabalho, com a Ibrap, trabalhando com o setor plástico. “Eu sempre gostei da fábrica e sempre gostei da criação, de pensar em coisas novas”, afirmou.

Atualmente a empresa é uma liderança nacional do ramo.

Vida musical

Apesar de atuar no ramo empresarial, Gera gostava de aos finais de semana se aventurar no mundo da música, mas sempre com cuidado. “O mundo não era tão moderno. Na época tu ser músico tu não eras respeitado. Rolava muita droga, bagunça no mundo. E ser empresário no meio artístico era feio. E ser músico no mundo empresarial era feio também. Hoje é diferente”, contou.

Na família de Gera também sempre contou com a presença, com instrumentos espalhados por toda a casa. “A música é arte, é poesia. Canto porque não tem um melhor e também porque a gente é metido. Toquei e conheci muitos músicos”, comentou.

Em 1986 Gera criou a Bandalheia. “Surgiu em 1985 com o Rock In Rio. Fui ver o primeiro Rock com todos aqueles grandes nomes da música e decidimos voltar a tocar, gravamos diversos discos e fomos tocando”, afirmou.

Para ele, o principal auge da banda foi um show nos Estados Unidos. “O ponto máximo foi quando nos tocamos na primeira rádio FM do planeta, em Nova York. E fomos em uma universidade de lá e fomos tocar, compramos novas guitarra, os estudantes de engenharia de lá mixaram e gravamos e tocamos lá”, contou.

Atualmente a banda se reúne em algumas ocasiões, mas nem por isso ele parou de tocar e se aventurar no mundo da música. E claro, sem esquecer o mundo empresarial.

O programa Nomes & Marcas vai ao ar todos os sábados das 11h30 ao 12h e com reprises no domingo, no mesmo horário. 

Ouça a entrevista completa: