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A trajetória do empresário e fazendeiro Clésio Pavei

Da construção de posto de combustível a obras em condomínios e edifícios
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 11/11/2018 - 18:38Atualizado em 11/11/2018 - 19:04
(fotos: Mano Dal Ponte)
(fotos: Mano Dal Ponte)

O hoje empresário, fazendeiro e futuro dono de hotel, Clésio Pavei, começou de baixo. Ele é natural do Espigão da Pedra, em Araranguá, onde não passava nem ônibus. Primeiro foi para o seminário, em Criciúma, depois voltou para a terra natal, aguardou alguns anos e começou a trabalhar. Essa história ele contou no Nomes & Marcas deste fim de semana.

Ainda jovem, ajudou na construção de um posto de combustível, onde os buracos para a colocação dos tanques eram feitos a braço. “Logo em seguida já peguei de mestre de obra. Fiquei por seis anos, fui colocado de sócio”, lembrou. Daí para frente o crescimento foi rápido, movido ao trabalho. “Dizem que eu tenho muita sorte, a sorte ela vem com o trabalho”.

Durante anos Clésio Pavei foi sócio de Gilson Pinheiro, unindo as construtoras Php e Pavei, abrindo ainda uma terceira empresa. “A gente fez uma parceria, ganhamos muito dinheiro, fizemos obras em Criciúma, Florianópolis e também Porto Alegre. Ainda somos sócios em algumas salas comerciais, ficamos sócios da construtora por 12 anos. Depois dividimos e cada um ficou com uma empresa”, lembrou o empresário.

Fazendeiro

Assim como o primeiro sócio, Pavei pensava em ter fazenda. “Em 2002, eu tinha um pensamento de ter terras lá para cima, eu fui numa missa no Michel, tinha um rapaz, que havia ido passear para o Piauí e contou que lá havia um local com 100 hectares de água, fui ver e realmente tinha, só que havia 80 quilômetros de estrada de chão para chegar lá”, disse.

As terras foram compradas e hoje ele visita, “apenas para ver como está”, não administra o local. “Aí voltamos para a Bahia, num assentamento de japoneses, tem 300 mil hectares, tudo plano, parece o mar, troquei tudo por apartamentos em Porto Alegre. Foi um bom negócio, hoje plantamos soja, tudo arrendado”, contou.

Sócio de shopping

Clésio Pavei comprou há alguns anos uma área com 12 hectares entre Criciúma e Içara, uma região sem grandes chamativos na época. No local foi construído o Nações Shopping e agora está sendo erguido um hotel ao lado. O empresário possui porcentagem em todo o shopping, que apresenta resultados melhores do que o esperado.

“Eu tenho muitos sócios, acredito em sociedade, é o meu forte, fazer parcerias com gente séria. Essa questão do shopping foi uma questão engraçada, passava na frente e ficava imaginando o que dava para fazer naquele terreno enorme. O corretor da época me disse que tinha um sócio, depois veio a Almeida Junior e fez o que fez”, lembrou.

Como continuar crescendo?

Os ensinamentos que aprendeu no seminário continuam lhe ajudando até hoje. Acredita que é na dificuldade que é possível evoluir e ganhar dinheiro. Afirmou também que sempre arriscou, não adianta ter lucros e não investir. Construindo em Florianópolis e em Porto Alegre, é preciso ter uma boa equipe.

“Tem que botar gente competente no lugar certo e confiar nas pessoas. Em Florianópolis eu vou a cada 15 dias, em Porto Alegre tem os meus filhos. A cada três meses a gente faz um balanço. Se tá mantendo tá tranquilo, mas, se começa a baixar tem que ver onde tá errado”, pontuou.

Criciúma vai crescer novamente?

“Entre Porto Alegre e Florianópolis só tem Criciúma, ela com certeza vai crescer muito ainda. Em tudo Criciúma é forte, deu essa estagnada, mas, não foi só Criciúma, em Porto Alegre e em Florianópolis não está às mil maravilhas também. Com esse novo governo acredito que a confiança vai voltar e vai melhorar, também com a BR-101 e a Via Rápida isso vai melhorar”, analisou.