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A Som Maior de tantas histórias e várias gerações

Do Grupo Freitas a Adelor Lessa, quem fez e faz a história da FM 100,7
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 04/06/2020 - 08:42Atualizado em 04/06/2020 - 08:56
Adelor Lessa contando a história da Som Maior / Foto: Guilherme Nuernberg
Adelor Lessa contando a história da Som Maior / Foto: Guilherme Nuernberg

São 33 anos, mas que parecem ser muito mais. De tantas realizações, a Rádio Som Maior nasceu, se multiplicou, prosperou e hoje comemora a consolidação de audiência, repercussão e resultados. Para assinalar a data, o Programa Adelor Lessa especial apresentou inúmeros depoimentos de quem já fez e faz o dia a dia da emissora.

Nascida no Grupo Freitas, indo ao ar em 4 de junho de 1987, a Rádio Som Maior FM comemora seus 33 anos. Com o empresário Manoel Dilor de Freitas na presidência e Álvaro Arns no Conselho da empresa, trouxeram o radialista Paulo Cagliari do Rio Grande do Sul para colocar a emissora no ar. "É a Rádio Som Maior, uma rádio conectada com a cidade, uma rádio legitimamente criciumense, genuinamente. Toda a glória desse passado vai se perpetuar no futuro, não tenho dúvidas", pontuou Álvaro. Foi Álvaro Arns quem fez a transação com Adelor Lessa e Beto Colombo para a transição que a emissora viveu em 2002.

Empresário Álvaro Arns, em nome do Grupo Freitas, que fundou a emissora, dando os parabéns à Som Maior

"Se me lembro bem, o ano era 2002 quando o amigo Adelor Lessa me procurou com a ideia de fazer uma rádio ousada, inovadora, moderna, e porque não, uma rádio humana", contou Beto Colombo, que assumiu a Som Maior em 2002. "O que faltava era um olhar de gestor para tirar da ideia ao projeto. Tanto é que a Rádio Som Maior é um exemplo de sucesso desde sua transformação", sublinhou. "Como sabemos, tudo passa em nossa existência, há um ciclo natural. Adelor e eu caminhamos juntos por mais de dez anos, passamos por momentos difíceis e por vitórias, avanços. Hoje sou um ouvinte assíduo e torço do fundo do meu coração que esse patrimônio da sociedade criciumense se perpetue com a missão de formar e informar", destacou Beto.

No prédio da antiga RCE, atual sede da NSC TV em Criciúma, no Morro Cechinel,
nasceu a Som Maior em junho de 1987

Dai veio, para Adelor Lessa, um grande desafio ao lado de Beto Colombo, montar a nova Som Maior em 2002. "Quando compramos a Som Maior em 2002, sentamos e conversamos. Fazer o que? Tivemos ideias, daí contratamos uma pesquisa, discutimos e dessa pesquisa tiramos esse modelo, esse perfil de rádio que a gente, com alterações, ajustes, foi de lá que concebemos o que mais ou menos é feito até hoje, um projeto de absoluto sucesso", destcou. 

O empresário Anselmo Freitas assumiu a Som Maior no fim de 2013. "É um grande prazer fazer parte dessa história vitoriosa. Duas passagens eu lembro com carinho. A primeira quando adquirir a emissora, véspera do Natal de 2013 quando fechamos o negócio, na época o Adelor Lessa fazia seu programa na Rádio Hulha Negra. O segundo momento, verão de 2015, te mandei uma mensagem convidando para uma conversa, quando você chegou no meu escritório, recordo da sua aparência de espanto quando disse que queria vender a emissora para você", comentou. "Adelor, a Som Maior tem suas digitais, você tem condições de administrar a emissora bem melhor que eu. Fechamos o negócio e vejo que você não se arrependeu", reforçou Anselmo.

"Eu nunca fui de posses, não sou filho de pai rico, não recebi herança", respondeu Adelor, quando recebeu de Anselmo o convite para assumir a emissora, em 2015. "Eu tinha a Antena 1 de Tubarão, vou vender lá, te pagar uma parte e te pagar o resto com a movimentação da rádio, o Anselmo confiou. Confiança e lealdade, quero agradecer ao Álvaro que nos vendeu a rádio, o Beto foi meu parceiro, e o Anselmo", contou. 

Tantos anos, muitos gestores ao longo do tempo. "A Rádio Som Maior teve muitos gestores. O primeiro gestor foi o Paulo Cagliari, que já citei no início. Homem de rádio, veio do Rio Grande do Sul, competente, qualificado. Paulo Cagliari veio para montar a rádio, ele já é falecido", referiu Adelor. O segundo gestor da Som Maior foi Moacir Cláudio. "Trabalhei inicialmente como contato comercial e depois gerente na década de 90, quando a rádio ainda era no Morro Cechinel. Bons tempos. Programação padrão, locução clássica de Fernando Duan e Cláudia. Foram vários prêmios por metas de faturamento alcançadas, nossa meta mensal era 10 mil dólares, eram várias rádios no grupo. Parabéns a todos que deram continuidade a essa história de sucesso da Som Maior", destacou Moacir.

Adelor Lessa na antiga sede da Som Maior, no Edifício Mídia Center / Arquivo / 4oito

No fim dos anos 90, a Som Maior viveu uma guinada em seu perfil que, por um tempo, a transformou em Jovem Pan e, depois, Band FM. Nesse período, Sérgio Ferraz foi o gerente da emissora. Ele reside em Porto Alegre de onde também mandou o seu recado. "Fiz parte sim, com muito orgulho, desse grupo de profissionais que se empenhou na tarefa de consolidar a posição de destaque que a emissora merecidamente ocupa hoje. Quero dizer que, para mim, foi uma honra participar dessa parte da história, isso foi lá pelo início dos anos 2000 até 2006, mais ou menos. Mas antes disso, no século passado ainda, eu já integrava uma equipe em um time integrado por ti em outro veículo", frisou Sérgio.

Quando Adelor e Beto Colombo assumiram a Som Maior, na nova identidade proposta a partir de 2002 veio a bandeira Antena 1. Nessa fase, Sandro Candeo foi gerente. "É dia de deixarmos a nossa homenagem, os parabéns pelos 33 anos de história desta grande emissora. Sempre teve a sua representatividade nos diversos momentos. Se consolidou como Rádio Som Maior, com sua força de informação, de qualidade de música, com a transmissão esportiva, os grandes shows, toda uma geração impactada por tudo o que foi feito nessa emissora. Que venham muitas dezenas de longos anos", afirmou.

Os perfis

A Som Maior nasceu em 1997 com perfil adulto, música clássica. Depois, foi Antena 1, Jovem Pan, Antena 1 de novo para voltar a ser somente Som Maior, como é hoje. Em dois períodos, o comunicador Max Everson fez parte dessa trajetória. "Datas importantes, muitas histórias a contar. Lá nos anos 90 veio a Rádio Sucesso 100,7 que virou Antena 1, trabalhei nela. Voltando para Criciúma, depois de um tempo fora da cidade, trabalhei na 105 FM. Finalmente, depois de tudo isso, as portas da Som Maior FM me foram abertas novamente, onde estou há quatro anos fazendo a programação musical e os programas. Tenho muito orgulho de fazer parte desse time", comentou.

No período da bandeira Band FM, Kléber Santos foi comunicador. "Tive o prazer, quando vim morar em Criciúma em 2000, fiz parte da sua equipe na Band FM. Honrado em saber que a Som Maior está completando 33 anos de sucesso, de muito trabalho, de muita honestidade, de informações precisas", destacou.

A apresentação da então Som Maior Premium, em junho de 2008

Na aquisição da Som Maior, em 2002, o jornalista Jaaffar Omari foi uma das primeiras contratações para tocar a nova fase. "Quando compramos a Som Maior, o Jaaffar Omari me ligou. Quando cheguei para trabalhar no outro dia, o Jaaffar estava na porta me esperando. Foi um dos grandes parceiros na construção desse novo estilo de programação", lembrou Adelor. "Um grande prazer ter feito parte de um terço dessa história, parabéns por esses 33 anos, a minha participação começou em 99, nessa época a Som Maior era Band FM. Eu entrei como estagiário e cheguei até a gerência. De 2004 a 2013, nessa época, a Som Maior voltou para o dial, antes era Band e tocava música popular. Em 2004 começou esse posicionamento jornalístico que marcou a rádio e o teu retorno para o rádio. Falar desses 33 anos de Som Maior se confundem com o teu trabalho na defesa dos interesses regionais. Essa rádio defende e trabalha em prol de nossa região", registrou Jaaffar. "De 2004 para cá ela passou a destinar quatro horas para o jornalismo competente e responsável. Esse dia de hoje é muito importante para valorizar esse trabalho de jornalismo. Esses 33 anos representam teus anos de luta", completou.

Adelor Lessa nos atuais, novos e modernos estúdios da Som Maior, no Edifício Due Fratelli
Foto: Guilherme Nuernberg / 4oito

Do atual grupo de funcionários

No departamento comercial da Som Maior, está o mais antigo funcionário da emissora. São 12 anos que Jhony Mangric participa do dia a dia da casa. "Quando eu comprei a rádio, foi mais ou menos como o Jaaffar, no outro dia ele estava na porta", contou Adelor. "Começou lá em 2008 quando eu era operador, fiquei uns dois anos nessa função, um período curto, mas que eu aprendi muito. Uma função muito importante na rádio, a operação, daí fui para a área comercial. A equipe é muito unida, uma família na verdade", sublinhou Jhony.

Os jovens profissionais mesclam com os experientes. E em experiência, não há como não destacar Archimedes Naspolini Filho. "Não durou 20 minutos a minha conversa com o Nico Guglielmi que reestruturava a Rádio Difusora de Criciúma fechada pelas forças de 1964. Fui contratado dia 2 de janeiro de 65. De lá até aqui, com algumas interrupções, nunca mais deixei a radiofonia", contou. "Aqui em Criciúma, na Eldorado, rádio e TV, e na Som Maior. Em Içara, na Difusora, em Florianópolis, uma passagem rádida pela Rádio Jornal A Verdade. Aqui na Som Maior, em junho de 2015, fui reconvocado para fazer o que faço até então", relembrou.

Archimedes Naspolini Filho, uma das vozes da Som Maior / Arquivo / 4oito

Archimedes soube, da conversa na contratação, de como seria a cara da Som Maior a partir de então. "Na conversa da recontratação, perguntei de quem não posso falar e quem devo criticar sempre que necessário, da resposta dependeria o meu sim ou meu não. Archimedes, me ofendes com essa pergunta. Aqui não pratico censura, fala a favor ou contra de quem quiseres, desde que calçado em fatos verdadeiros. Faz com responsabilidade. Assinei contrato dia 1 de julho de 2015, faz cinco anos", observou o comentarista da Som Maior. "Hoje modestamente empresto minhas descoloridas linhas diárias nas crônicas e falo também com humildade no comentário diário no programa Agora do Denis Luciano, 33 anos, em tempos modernos, mais que três gerações. É uma vitória. Louros para poucos. É preciso ser destemido, ousado, corajoso, e acreditar em si e no amanhã, é por isso que o Adelor Lessa apaga a trigésima terceira velinha, merece os nossos parabéns", completou.

Som Maior líder nas coberturas eleitorais. Em 2018, apresentou os principais debates das eleições ao Governo do Estado / Arquivo / 4oito

Desde 2004, com idas e vindas, o comentarista João Nassif empresta sua experiência à Som Maior. "Comecei meu trabalho na Som Maior em julho de 2004, quando a rádio mudou seu perfil. Tenho a rádio comigo, fui o primeiro âncora do Debate Aberto, fizemos o Futebol em Dobro, voltei em 2017 apresentando o Almanaque da Copa, a parceria com o Timaço e o Debate Aberto em novo horário. Penso sempre em continuar nessa atividade e cada vez mais poder contribuir para o sucesso da Som Maior FM", destacou.

João Nassif e Arthur Lessa recebendo o jornalista Milton Neves no estúdio da Som Maior, em 2013

"Temos um time maravilhoso. A Som Maior é o que é pois tem um time valioso", finalizou Adelor.