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A Segunda Guerra Mundial sob o olhar de estudiosos

Eduardo Reis e Ana Cristina Reis estudam o conflito, possuem roupas e até um jipe militar da época
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 19/10/2017 - 16:09Atualizado em 19/10/2017 - 16:09
(foto: Amanda Farias)
(foto: Amanda Farias)

A Segunda Guerra Mundial é o conflito com maior número de mortes na história da humanidade. De um lado os Aliados, envolvendo os Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética e China, do outro o Eixo, com Alemanha, Itália e Japão. O Brasil também participou, entrando no fim dos combates, lutando com os Aliados, que saíram vencedores. Para falar sobre este assunto, o Programa do Avesso recebeu os historiadores Eduardo Reis e Ana Cristina Reis. 

“Existia partido nazista no Brasil. Então os americanos tinham medo de que nós nos tornássemos aliados deles. Em Natal foi a maior base aérea norte-americana fora dos Estados Unidos”, destacou Eduardo.

O casal é de São Paulo, e vivem em Criciúma desde março de 2016. Em sua terra natal faziam parte do Grupo Monte Castelo, com o objetivo de despertar curiosidade e contar a história dos mais de 25 mil soldados brasileiros que foram para a Guerra. 

“Em Monte Castelo, na Itália, todos os anos existem homenagens para o Brasil. As crianças cantam o hino brasileiro”, lembrou Ana Cristina.

Os dois estudiosos não acreditam em uma Terceira Guerra Mundial com a utilização de armas nucleares, o que destruiria o planeta. Bombas como esta foram decisivas para o fim da Grande Guerra, em 1945, quando os Estados Unidos lançaram diante das cidades japonesas de Nagasaki e Hiroshima.

“Os americanos viram que para conquistar a ilha principal do Japão perderiam mais de um milhão de soldados. A bomba atômica já estava sendo desenvolvida, que era para utilizar na Europa, mas como a Guerra já havia acabado, eles chegaram à conclusão de dar um ultimato ao Japão”, afirmou Eduardo.

Em 2014 e 2015 estiveram na Itália, para conhecer os campos de batalha e os lugares onde o Brasil lutou. Também possuem um jipe militar da Segunda Guerra, nomeado de Iracy Luchina, em homenagem a um soldado que é de Araranguá e morreu em combate.