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A produção da banana no sul catarinense

Mesmo no clima subtropical, produtores conseguem bom desempenho no cultivo da fruta, com auxílio de pesquisas da Epagri
Por PANORAMA AGRO 04/09/2019 - 09:04Atualizado em 09/09/2019 - 14:23 * Conteúdo de responsabilidade do anunciante
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e estima-se que seja a mais antiga do planeta. É a fruta mais cultivada no sul catarinense, com uma área de mais de 8 mil hectares de plantação. Os produtores costumam reunir-se em cooperativas, com os bananais ligados um ao outro, o que traz, inclusive, os mesmos problemas nas plantações.

A estação experimental de Urussanga da Epagri auxilia os fruticultores da região, através de pesquisas que otimizam o plantio. A estação foi criada em 1942, durante o governo de Getúlio Vargas, no auxílio à produção de uva e vinho da região.

Atualmente, o órgão é vinculado ao governo estadual e oferece pesquisas, incluindo na fruticultura.

Em Urussanga, experimentos duram até seis anos e tem vários tipos de sementes (Foto: Heitor Araujo)

"A Epagri começou anos atrás com o treinamento dos bananicultores, depois trabalhou na questão de análise  e adubação do solo, além do controle da doença da folha, chamada mal de sigatoka, um fungo que vai comendo a folha e deixa o bananal com pouca produção. São ações que colocadas em prática têm melhorado a produção no campo e a qualidade da fruta entregue ao mercado", explicaMárcio Sônego, Engenheiro Agronomo pesquisador em Agrometeorologia da Epagri.

A qualidade na entrega da fruta é um ponto muito importante para os produtores. "A Epagri sempre auxilia nisso, desde a produção, mas principalmente o pós-colheita. É ali que o agricultor tem o seu produto valorizado", avalia Jéfferson Dagostim, produtor de banana de Criciúma e proprietário da empresa Bananita, que comercializa a banana passa.

A banana no sul catarinense

De origem tropical, a banana é originária do sudeste asiático. Portanto, o clima ideal para a produção é o mais quente e úmido. Situação diferente da encontrada no sul de Santa Catarina, de clima subtropical.

Para adaptar o cultivo, os produtores da região tomam alguns cuidados. Por exemplo, plantar aos pés dos morros, locais onde não há formação de geada. "Se planta em área de baixada, forma geada e mata o bananal", analisa Sônego.

A situação do frio à noite e o calor durante o dia torna a banana produzida no sul de Santa Catarina diferente do restante do país. "Ela tem uma polpa mais firme e um sabor melhor do que a do norte. Ela acumula mais açúcar", explica o pesquisador.

Os maiores inimigos climatológicos para a produção da banana são o frio e os ventos. "A nossa fruta é diferenciada por ser de clima tipicamente subtropical. Até mereceria um selo regional", aponta Sônego.

Tradição regional

Além de ser a fruta mais produzida no sul catarinense, a banana está presente em propriedades familiares há mais de 70 anos. É o caso da produção de Jefferson Dagostim, que começou com os avôs, passou ao pai e hoje está em transição.

Dagostim administra propriedade de 25 hectares (Foto: Divulgação)

"A gente tem uma área total de 25 hectares de produção e é a família que toca o negócio, como é comum aqui na região. Nós produzimos a banana prata e a caturra, com vendas para o Rio Grande do Sul e também venda institucional para a merenda daqui de Criciúma", diz Jéfferson.

Toda a produção é feita com a mínima utilização de agrotóxicos. "Sempre respeitando o meio-ambiente", esclarece. São produzidas mais de 500 toneladas de banana. Além da venda para o Rio Grande do Sul, parte é utilizada para a indústria.

São colhidas mais de 500 toneladas

A banana passa

Mercado que vem ganhando força é o de produtos industriais relacionados à banana. Um dos mais comuns é o da banana passa, apesar da força que vem ganhando a banana chips. Jéfferson tem a empresa Bananita, que vende a banana passa nos mercados da região.

"A gente transforma a banana, o fruto tem que estar bem maduro, aí a gente coloca no forno por 14 horas a uma temperatura de 70 graus", Jefferson explica o procedimento. 

O produto final é vendido em embalagens e está na mira da empresa a venda para a capital catarinense.