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“A ansiedade não acontece apenas para coisas ruins”

A psicóloga Graziela Amboni explica os sentimentos que podem levar ao transtorno de ansiedade
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 05/10/2017 - 17:55
(foto: Amanda Farias)
(foto: Amanda Farias)

A tristeza e o pesar são reações normais ao descobrir um diagnóstico de câncer, todos os pacientes passam por esse sofrimento. O transtorno de ansiedade é comum para as pessoas com câncer de mama, mas também está presente em muitas outras situações, indo desde o medo da morte até a interrupção de planos e mudanças físicas e psíquicas, são vários os sentimentos que podem levar a esse tipo de transtorno.  A psicóloga, psicanalista e coordenadora adjunta do curso de Psicologia da Unesc, Graziela Amboni, participou do Ponto a Ponto e falou sobre o assunto.

“Quando a ansiedade toma um vulto maior, que a pessoa passa a pensar apenas sobre o que está lá na frente, pode ser considerado transtorno. É patológico, a pessoa cria uma expectativa e vive com ela, como as férias por exemplo”, explicou Graziela.

Todo mundo fica nervoso ou ansioso de tempos em tempos, seja ao falar em público ou quando está passando por dificuldade financeira. E além disso, muitas pessoas passam por uma luta ao enfrentar o câncer de mama. Em torno de 60% das pacientes da doença apresentam sintomas depressivos e 50% podem desenvolver quadros de ansiedade.

“A pessoa irá precisar do apoio familiar, de uma rede de pessoas, que lhe apoiem até voltar a sua vida ao normal. E hoje sabemos que as mulheres voltam a vida normal após curar o câncer de mama”, afirmou.

Para algumas pessoas, a ansiedade se torna tão frequente, ou tão forte, que toma conta de suas vidas. As pessoas ficam o tempo inteiro falando sobre o mesmo assunto, sendo complicado para quem não vive a situação.

“A ansiedade não acontece apenas para coisas ruins. As pessoas ficam ansiosas por um casamento, por uma festa, coisas boas também geram ansiedade. Precisa avaliar se isso é saudável ou patológico. Se impedir de realizar outras tarefas da vida é patológica”, completou a psicóloga.