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Uma visão sobre o Vale do Silício

Claiton Pacheco Galdino
Por Claiton Pacheco Galdino 01/10/2019 - 09:00

Passei quase duas semanas no Vale do Silício conhecendo de perto a energia e a cultura empreendedora daquele lugar, visitando diversas empresas e claro, fazendo muito networking.

Agora, de volta ao Brasil, é hora de colocar em prática e aplicar todo o conhecimento que adquirimos.

Abaixo um pouco da experiência que tivemos e que quero compartilhar com outros empreendedores.

1) A Cultura

Todos falam de Cultura como fator essencial para o sucesso das startup e eu sou uma pessoa que sempre defendeu isso. O que percebi por lá é que quando eles falam de cultura, eles não estão necessariamente falando de “vestir a camisa”, como muitos acreditam.

A cultura para eles é um alinhamento (comprometimento) de todos com suas metas, com seus colegas de trabalho e com o ambiente da empresa. Todos trabalham juntos por objetivos em comum.

Isso significa que:

– Os funcionários podem jogar vídeo game às 15h? Sim.

– Eles podem não ir trabalhar? Sim.

Mas desde que cada um cumpra com suas entregas e resultados.

2) A Diferença

Uma das maiores diferenças que percebi é o mindset.

Primeiro de tudo muita vontade e agilidade para fazer negócios.

Respostas "Sim" ou "Não" muito rápidas, principalmente o "Não" mas se você receber um "Sim" eles são mais rápidos ainda.

Segundo, Go Global ou Go Home. Na Câmara de Comércio de São Francisco ouvimos exatamente isso do diretor da divisão LATAM. “Se a startup não tiver produto global, nem precisa vir”.

Entretanto, ficou muito claro que pra ser global é preciso de muita preparação e recursos. Afinal, você vai competir com os maiores.

Não adianta vir com site “meia-boca”, sem cases com marcas globais, sem customer sucess e sem time de vendas.

3) São Francisco e o Vale 

Tanto o Vale quanto SF respiram inovação. Tanto que os gigantes estão todos procurando abrir escritórios na região. Equipes de tecnologia de todo o mundo estão se mudando para lá para continuar inovando.

5) Aceleradoras

Em  visita à GSV e Plug and Play, percebemos que o modelo de negócio da aceleradora é diferente das que temos no Brasil. É uma mudança que impacta todo o ecossistema: enquanto as aceleradoras do Brasil procuram fazer dinheiro com exits/fusão. 

As aceleradoras fazem dinheiro com patrocínio de grandes empresas que querem acessar de startups.

Com isso, as startups ganham parceiros sensacionais, primeiros clientes e em muitos casos, escala imediata.

 

 

6) A Educação

Tivemos a oportunidade de fazer um tour em Stanford e descobri o quanto estamos atrasados quando o assunto é educação. A universidade é simplesmente incrível!

Os incentivos aos esportes e aos projetos individuais dos alunos, as turmas de poucos alunos, os professores que acompanham os alunos no laboratório durante a madrugada quando o projeto está atrasado, os dormitórios no campus, o processo seletivo, as bolsas para quem precisa, são apenas alguns dos fatores que fazem com que pessoas incríveis saiam de lá para construírem carreiras fantásticas, empresas e ONGs de sucesso e muito mais.

Com certeza vale a pena visitar o Vale do Silício, e participar de uma Missão Internacional reduzirá muito seu tempo em agendar reuniões, participar de eventos e visitas específicas e falar com as pessoas certas, nos lugares certos, de acordo com seu interesse.

Mas não pense que em uma semana você irá conseguir tudo: prospectar, fazer reuniões e fechar vendas, por isso, tenha em mente que um bom planejamento ANTES e APÓS a Missão é fundamental para se obter resultados futuros.

4oito

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