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A Curiosidade é a mãe da Inovação

Claiton Pacheco Galdino
Por Claiton Pacheco Galdino 12/06/2018 - 09:00Atualizado em 12/06/2018 - 09:20

 

Inovação vem em muitas formas e tamanhos. Às vezes, é algo novo, nunca visto antes de desenvolvimentos que mudam a vida das pessoas para sempre. Em outras ocasiões, envolve melhorar o que já sabemos, pegar itens e sistemas do dia-a-dia, agitando-os e tornando-os melhores.

Qualquer que seja o setor em que você se dedica, seja qual for o produto ou serviço oferecido, a inovação sempre envolve um processo criativo. Isso não acontece facilmente como vemos nos filmes. Aquele flash seguido por resultados instantâneos e adoção fácil e generalizada.

Entretanto, a inovação exige uma combinação de curiosidade e persistência.
Não basta ser curioso, é preciso ser comprometido para resolver um problema, para perseverar até conseguir.

A curiosidade sem persistência é aquela sem um propósito maior, que satisfaz necessidades sem muita importância normalmente.

Segundo Walter Longo ex-CEO do Grupo Abril todos nós temos três tipos de curiosidade.

A curiosidade diversiva, que é aquela curiosidade genérica, superficial. A gente quer se sentir seguro no mundo, então quer saber quem ganhou o jogo ontem, como está o trânsito, se vai chover. Essa sensação de estar sob controle do nosso entorno. Esta é a curiosidade diversiva, vamos dizer que abrangente e genérica.

Depois, você tem a curiosidade empática, que é a curiosidade que eu tenho em relação a outras pessoas. Quem casou com quem, quem foi promovido, quem foi demitido... A origem da fofoca está na curiosidade empática.

E aí você tem a curiosidade epistêmica, que é a curiosidade de saber por que as coisas acontecem, qual a consequência dos fato. É a curiosidade mais profunda, mais estratégica, mais analítica.

O que ficou claro é que a curiosidade diversiva e a empática normalmente são satisfeitas na internet ou numa conversa trivial. Já para existir a curiosidade epistêmica é preciso persistência da pessoa. As pessoas e as empresas precisam saber que o que muda o mundo é a curiosidade epistêmica.

O grande problema é que como as curiosidades, diversiva e empática, são facilmente resolvidas com clique na internet, nós ficamos mal acostumados e achamos que tudo é assim fácil.

Muitas pessoas nunca visitaram a segunda página do Google.
A maioria não refina ou escolhe bem as palavras para chegar nas pesquisas em resultados mais profundos e assertivos.

Pensar, resolver problemas exige esforço, só que infelizmente as pessoas se acostumaram a ter informações rápidas e rasas e se satisfazerem com isso.

Cuidado, isso pode estar matando o seu futuro e o da sua empresa.
 
A curiosidade é a mãe da inovação, mas aquela epistemica, que exige esforço e persistência.

Pense nisso e até o próximo artigo.

4oito

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