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O que mudou no Criciúma de Umberto Louzer?

Por Alex Maranhão 30/09/2026 - 08:04 Atualizado há 1 hora

Dois jogadores, três mudanças, as entradas de Jean Irmer e Nicolas deram sustentação a esse novo onze.

A chegada de Umberto Louzer trouxe mais do que uma mudança de esquema. Trouxe oportunidade para atletas que estavam em baixa com Eduardo Baptista e que, diante da nova comissão técnica, ganharam espaço. E souberam aproveitar.

Louzer chegou, colocou as peças na mesa e mudou a forma de jogar.

Um Criciúma mais técnico, com dois zagueiros, um primeiro volante de marcação, uma linha de três meias e um camisa 9 de ofício.

Básico? Sim.

Mas, muitas vezes, o futebol pede exatamente isso: feijão com arroz bem feito.

E nessa nova receita, dois jogadores chamaram a atenção.

Nicolas, pelo gol, mas principalmente pelo que representa a função de um camisa 9. É o jogador da última bola. O homem que precisa estar ali para fazer o pivô, atacar a área e definir. É para isso que o centroavante vive.

Já Jean Irmer parece ter chegado para ficar.

Forte nos duelos, agressivo, competitivo ao extremo e com uma leitura de jogo que chamou a atenção logo de cara. É o volante que protege a última linha defensiva, cobre os lados, interrompe contra-ataques e ainda tem qualidade para jogar.

Tem bom passe, saída limpa e dá aos três meias a possibilidade de receber a bola em melhores condições.

Dois jogadores. Três mudanças.

Porque a entrada deles não muda apenas os nomes da escalação. Muda o comportamento do time.

E há algo ainda mais importante nesse novo Criciúma: o time parece ter recuperado uma característica que vinha faltando no Heriberto Hülse.

Vontade de ter a bola.

Vontade de controlar o jogo. De trocar passes. De construir. De jogar.

Louzer está sendo corajoso ao dar ao Tigre uma nova identidade.

Nem sempre, quando se troca o treinador, a mudança significa retrocesso. Às vezes, ela abre espaço para novas ideias, novas peças e uma nova maneira de enxergar o jogo.

O clássico mostrou isso.

Ainda é cedo para cravar qualquer coisa. Mas o Criciúma voltou a dar sinais de vida.

E o Tigre está vivo na briga.

Alex Maranhão
Esporte e Negócios

 

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