O Criciúma goleou o Avaí por 3 a 0 e lavou a alma do torcedor que compareceu em ótimo número ao Heriberto Hülse.
O momento era de tensão. Instabilidade, cobrança e pressão cercavam o Criciúma. Mas, com a chegada de Umberto Louzer e justamente com um clássico pela frente, aquilo que parecia um problema virou uma grande oportunidade para mudar o cenário.
E mudou.
O Criciúma apresentou outra postura. Mais agressivo, intenso, competitivo e ríspido nos duelos. Pressão alta desde o primeiro minuto, marcação forte e disposição para disputar cada bola. Foi um time que entendeu o tamanho do jogo e jogou clássico como clássico deve ser jogado.
O modelo com três zagueiros ficou para trás. As entradas de Jean Irmer e Nicolas deram sustentação e segurança à equipe. Jonathan Robert chamou o jogo, foi protagonista e mostrou personalidade. E William Lepo, mesmo improvisado na ala esquerda, fez uma partida de muita qualidade.
Mas talvez o mais importante tenha sido a reconexão com o torcedor.
O Criciúma não apenas venceu. Convenceu.
Jogou bem, foi dominante, ganhou os duelos e, principalmente, devolveu ao torcedor aquilo que vinha faltando: esperança.
A vitória sobre o Avaí tem peso de clássico, de tabela e de confiança. É o tipo de resultado que pode mudar o ambiente de um clube.
Umberto Louzer começou sua história no comando do Tigre com uma goleada, uma atuação convincente e uma mensagem clara: o Criciúma está vivo na briga pelo acesso.
E depois de uma noite como essa, o torcedor volta a acreditar.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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