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Os avanços de Moisés sobre prefeitos de Progressistas, Psdb e Pl

Por Upiara Boschi Edição 22/04/2022
Governador Carlos Moisés e prefeito Joares Ponticelli fazem inspeção nas obras da ponte Prefeito Stélio Cascais Boabaid, que vai ligar Tubarão a Capivari de Baixo / Foto: Mauricio Vieira / Secom
Governador Carlos Moisés e prefeito Joares Ponticelli fazem inspeção nas obras da ponte Prefeito Stélio Cascais Boabaid, que vai ligar Tubarão a Capivari de Baixo / Foto: Mauricio Vieira / Secom

Dividir para conquistar é um antigo conceito nas disputas pelo poder – seja em campos de batalha ou pleitos eleitorais. Na disputa pelo governo catarinense, essa estratégia está em vigor na relação entre o governador e pré-candidato à reeleição Carlos Moisés (Republicanos) e os prefeitos agraciados com recursos estaduais para obras em seus municípios e regiões. O governador começa a colher declarações de apoio de prefeitos cujos partidos – Psd, Progressistas e até mesmo o Partido Liberal – dificilmente estarão formalmente em seu palanque.

Em roteiro pelo Sul do Estado, Moisés ouviu um elogio em especial. O prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (Progressistas), com quem ele antagonizou e trocou caneladas tantas vezes, rendeu-se à gratidão. Na manhã de segunda-feira, ele e o governador haviam vistoriado obras em conjunto. A mais emblemática delas, uma ponte entre Tubarão e Capivari de Baixo, demanda histórica de ambas as cidades. Mais tarde, reunido com Moisés e outros prefeitos da região, Ponticelli afirmou: “Gratidão não nos faltará e espero que nosso partido tenha juízo”.

Na planilha de apoios oficiais, hoje o Progressistas não aparece na conta de Moisés. Além da pré-candidatura do senador Esperidião Amin colocada na pista, há a simples constatação de que a provável presença do Mdb no palanque da reeleição do governador inviabiliza o apoio oficial. O extraoficial, partindo de prefeitos agradecidos, no entanto, é possível e até provável.

Ponticelli foi vítima de um processo parecido quando foi candidato a vice-governador na chapa de Paulo Bauer (Psdb) contra Raimundo Colombo (Psd). Na época, os prefeitos tucanos e progressistas estavam agradecidos ao governo pelos recursos recebidos via Fundam e pouco ou nada apareceram na campanha de Bauer/Ponticelli. Hoje o prefeito de Tubarão está do outro lado do balcão e admite muita dificuldade de fazer campanha contra Moisés.

Outro partido que formalmente não estará com Moisés, é possível cravar isso, é o Psd de Colombo. Hoje a legenda está dividida entre uma nova candidatura do ex-governador e o apoio ao ex-prefeito florianopolitano Gean Loureiro (União Brasil). Mas nas hostes pessedistas o vírus da gratidão também começa a fazer efeito. Na segunda-feira, o prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan, pediu desfiliação do partido. Disse com todas as letras que fazia o gesto porque vai apoiar a reeleição de Moisés e “não há sinais de que o Psd adotará a mesma posição”.

Ainda no Sul, Moisés colheu elogios e indicações de apoio de prefeitos do Psdb e do Partido Liberal. Os tucanos estão na pista e há um movimento de prefeitos de apoio à reeleição – apoio formal. Prefeito de Nova Veneza, Rogério Frigo (Psdb) não mediu as palavras: “Time que está ganhando não se troca. Serei um soldado pela reeleição do governador”. Prefeito da pequena Rio Fortuna, Neri Vandresen, deixou no ar:

– Nosso município é pequeno, 5 mil habitantes, mas tem muitas obras acontecendo. Então o nosso sentimento é de gratidão. Que Deus ilumine e que a gente possa continuar, que o senhor possa continuar.

Vandressen é filiado ao Partido Liberal do senador e pré-candidato a governador Jorginho Mello, que não quer de jeito nenhum que Moisés possa continuar.

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