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Zé Dassilva: das charges aos roteiros de TV

Criciumense foi o convidado do Avesso desta quinta-feira
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 23/07/2020 - 16:11Atualizado em 23/07/2020 - 16:13
Foto: divulgação
Foto: divulgação

Foi através de um desenho despretensioso, feito há mais de 20 anos atrás, que o jornalista criciumense Zé Dassilva mudou sua carreira por definitivo, se consolidando como chargista do Diário Catarinense - profissão que exerce desde 1998. Os desenhos que estampam as páginas do jornal não são compõem sua única profissão, já que Zé também foi responsável por roteiros de grandes novelas e programas de TV da Rede Globo.

O chargista e roteirista foi o convidado do Programa do Avesso desta quinta-feira, 23, onde contou um pouco mais sobre a sua profissão e as histórias por trás dela.

Zé foi parar no Diário Catarinense após ter desenhado Pedro Sirotsky, uma das autoridades do Grupo RBS na década de 90 em SC, em um show da Banda Eva. “Eu vi ele, o desenhei e entreguei o desenho pra ele. Depois de um tempo ele me chamou, por conta daquele desenho, para fazer as charges do DC”, disse. 

Desde então lá se vão 22 anos e mais de 9 mil charges em sua carreira, e o que era um grande gosto de infância acabou se tornando sua profissão. Em seus desenhos, as críticas políticas, independentes do partido a frente, estampam os jornais e suas páginas nas redes sociais até hoje.

“O chargista não pode ser ligado a nenhum partido político. Já vi chargistas que se apaixonaram por alguns políticos no passado e isso não é legal, porque amanhã ou depois aquele político do qual você gosta sai da oposição para o poder e você vai fazer o que? Parar de fazer charge?”, indagou.

Como roteirista na TV Globo, Zé trabalhou em programas extremamente marcantes, como a novela Império, vencedora do Emmy internacional de 2015, Sai de Baixo, Sob Nova Direção, Casseta e Planeta, os Caras de Pau, Turma do Didi, Linha Direta e até mesmo Malhação. 

“O que o roteirista faz é inventar as histórias. No meu dizer, fiz roteiros de programas de TV, ficção e até sketch, traçando as histórias dos personagens e escrevendo os seus diálogos. Escrevo o roteiro, o  diretor pega, olha o que tem que fazer e dá a sua parte artística”, declarou o jornalista.

Em alguns casos, como em novelas, trabalhar como roteirista também é ajudar o escritor a construir e embasar uma história que pode ter alguns desfechos definidos, mas um caminho ainda não traçado. “As vezes acontece de que o escritor quer separar dois personagens porque precisa disso para o final, mas não imaginou como fazer isso de uma maneira bacana. O colaborador ajuda a pensar nessas coisas”, reforçou.