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Unimed Criciúma mantém uso da cloroquina apenas para pacientes graves

Na avaliação do médico Leandro Avany Nunes, medicação não tem eficácia no combate à Covid-19
Heitor Araujo
Por Heitor Araujo Criciúma - SC, 18/05/2020 - 08:20Atualizado em 18/05/2020 - 09:55
Foto: Arquivo / Divulgação
Foto: Arquivo / Divulgação

Desvinculando-se do debate político sobre o uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19, a Unimed Criciúma mantém o antigo protocolo para o uso do medicamento. Assim, ele continua sendo ministrado para aqueles quadros graves que são internados nos hospitais do plano de saúde. Em entrevista ao Programa Adelor Lessa, da Rádio Som Maior, nesta segunda-feira, 18, o presidente da Unimed Criciúma, Leandro Avany Nunes, afirmou não acreditar na eficácia do medicamento.

"Acho que não é um tratamento para coronavírus, estamos usando como ferramenta para não nos sentirmos culpados depois para não ter usado. São decisões técnicas dos médicos no dia a dia, não é para ser utilizada em massa. Não adianta eu sentir uma gripe e ir na farmácia comprar uma cloroquina", disse Leandro.

O protocolo na Unimed permanece o mesmo; a cloroquina é medicada para quem é internado com os sintomas de tosse, febre, dipneia e com amostra de lesão tomográfica. "Existem protocolos: a utilização da anticoagulação e também antibiótico, de preferência azitromicina. E nesses pacientes internados se utiliza hidroxicloroquina", aponta o presidente da Unimed.

"Saiu no fim de semana um trabalho melhor elaborado do que os anteriores que não mostrou nenhum efeito de uso (da cloroquina) em relação a grupo que não usou", lembra o médico. Mesmo com os últimos trabalhos científicos mostrando a não eficácia da medicação, o governo federal pressiona pela ampla liberação da hidroxicloroquina como forma de tratamento ao coronavírus. 

Como todas as medicações, a cloroquina tem efeitos colaterais, como alterações cardíacas. "Paciente que tem arritmia pode ter complicações. Se usada indiscriminadamente, pode causar mais danos do que não tomar", esclarece Leandro Avany Nunes.

A Unimed de Criciúma encerrou as atividades no hospital de campanha. No entanto, quem ingressa no Hospital São João Batista com sintomas de Covid-19, continua com o pronto atendimento separado,  "um espaço específico blindado", de acordo com Leandro. Nos hospitais do plano de saúde, permanecem dois pacientes internados em UTI e três em clínica, confirmados com Covid-19.

Tags: coronavírus