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Um Avesso especial, um Avesso das crianças

Programa Do Avesso da última sexta-feira, 9, recebeu Alice, Miguel, Pedro e Laura para conversar sobre o que é ser criança
Vitor Netto
Por Vitor Netto Criciúma - SC, 12/10/2020 - 19:53
Foto: Pity Búrigo / Especial / 4oito
Foto: Pity Búrigo / Especial / 4oito

Um programa Do Avesso diferente e especial, quando o estúdio da Rádio Som Maior não recebeu somente um entrevistado, mas sim quatro. Mas não quaisquer quatro convidados e sim quatro crianças. Assim foi o programa Do Avesso da última sexta-feira, 9, que teve como temática o Dia da Criança, comemorado nesta segunda-feira, 12. 

Pity e Vitor Búrigo receberam no estúdio duas duplas de irmãos: Alice e Miguel De Bom Leandro, de 12 e 10 anos respectivamente, e Pedro e Laura Cadorin Puls, de 8 e 5 anos. O que eles gostam, o que fazem e o que querem ser quando crescer, esses são só alguns tratados no programa Do Avesso. 

Alice é a mais velha dos quatro e está na fase de transição da infância para a adolescência, mas não se importa como "taxar" ela. "Acho que depende. Depende do tratamento. Se me tratar como criança ou me tratar como adolescente eu aceito de boa", contou Alice. Já Miguel disparou na hora: "Não depende não, sou criança", contou.

Saudades da escola 

Em época de pandemia, todas as rotinas se modificaram e a das crianças e das salas de aula não foram diferentes. Dos quatro participantes, três deles estão com "muita saudade" da escola, exceto o Miguel, que está "mais ou menos" com vontade de voltar. "Eu gosto da escola por causa dos amigos e da educação física, mas mais ou menos", contou. 

Esportes radicais

Pedro tem apenas 8 anos mas já manda muito bem nas pistas de skate, gosto que vem do pai. "Com dois anos comecei a andar de skate. Meu pai sempre gostou de surf e skate, mas eu gosto mais do skate, porque às vezes o mar fica mexido", explicou. 

Porém, Pedro precisa compartilhar o skate com a sua irmã, o que às vezes gera algumas brigas. "Ela reclama porque eu roubo a vez dela e eu gosto disso", comentou. "É que eu quero muito andar. Às vezes eu acabo caindo um pouco, mas nunca me machuquei", completou Laura. 

Aventuras da pandemia 

Mesmo com as aulas paradas, Laura não encontrou problemas de se encontrar com as suas amigas, fazendo piqueniques onde mora. "Tenho um monte de amiguinha minha no condomínio, daí eu vou lá brincar com elas", afirmou. 

E foi nesses piqueniques que Lalá se aventurou na cozinha fazendo bolos com a sua mãe. "Eles ficam bons e bonitos. Eu faço de morango e de chocolate", contou Laura. 

Aulas virtuais 

Desde março as aulas estão de modo virtual. "As aulas são horríveis. As vezes eu olho no computador, no celular, às vezes tem que dar aquela cochilada. Assiste a aula, faz atividade no caderno. 

E como estão sendo realizadas as provas online? Os professores precisam ter a confiança dos alunos para não 'colar'. "Eles disponibilizam a prova e tem que fazer em horário de aula, mas às vezes eu espero e faço em outro horário, dou uma pesquisada", contou Alice. 

E o que você quer ser quando crescer?

Alice é a mais velha e já tem mais consciência do que quer ser quando 'crescer'. "Eu quero trabalhar com produção de filmes da Netflix. Eu acho interessante, mas é muito difícil. Tem que estudar bastante", explicou. 

Miguel gosta muito de videogame e quer seguir no ramo. "Eu queria ser jogador de FreeFire profissional", contou.  

Pedro é dos esportes radicais e também quer seguir nisso, mas conta com um 'plano B'. "Eu quero ser skatetista profissional ou médico. Não sou skatetista profissional, preciso de muita habilidade", afirmou. E não esconde a modéstia. "Eu sou melhor no skate, meu pai não sabe nem descer a rampa direito. E ele sabe disso, eu falo para ele", completou. 

Laura ainda é jovem, mas quer seguir no ramo daa medicina. "Eu quero ser médica. Curar a dor no coração".

Ouça a entrevista completa