Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
4

“Se não quiser que a região de Criciúma seja uma Chapecó, tome cuidado”, diz Koch

Hospital do Rio Maina poderá receber 10 novos leitos de UTI
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 24/02/2021 - 08:11Atualizado em 24/02/2021 - 08:18
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) está prestes a se juntar às demais regiões do estado e entrar no risco potencial gravíssimo (vermelho) para a pandemia de Covid-19. Um decreto com novas medidas restritivas deverão ser anunciadas pelo Governo de Santa Catarina no decorrer desta quarta-feira, 24, e a preocupação segue aumentando, já que a região conta com cada vez mais pessoas internadas.

De acordo com o prefeito de Orleans e presidente da Amrec, Jorge Koch, é preciso que a população comece a se cuidar e evite sair desnecessariamente para que a situação não se agrave ainda mais. Ainda nesta terça, Koch esteve em uma reunião online com o governador Carlos Moisés e outras autoridades, para o anúncio de novas ações.

“Tome cuidado, fique em casa, não saia, não vá jogar bola, para bar ou restaurante. A medida sanitária nesse momento é mais importante, supermercado e farmácia vão funcionar, mas não precisa levar toda a família para o supermercado. Se não quiser que a região de Criciúma seja uma Chapecó, tome cuidado”, disse o presidente da Amrec.

Na reunião, ficou definida a abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no sul catarinense. O Hospital Regional de Araranguá deverá receber 10 novos leitos, e o Hospital do Rio Maina está negociando com o Estado para definir o valor mensal de manutenção das novas vagas.

O Estado paga R$ 480 mil por mês para manter 10 leitos de UTI. A empresa administradora do Hospital do Rio Maina está pedindo o valor de R$ 750 por 30 dias. Sendo assim, ainda será acordado se o valor excedente dos R$ 480 mil será pago pelo Estado, Criciúma ou pelos municípios da Amrec.

Koch destaca ainda algumas das ações que deverão ser adotadas pelo Estado, apontadas pelo Ministério Público na reunião desta terça-feira. “Me parece que os empreendimentos que não sejam essenciais irão funcionar das 6h até às 00h, e então fecham e retomam às 6h. A permanência de público deverá ser condicionada à 25% da capacidade da casa também”, pontuou.