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“Se não fosse pela quarentena, hospitais estariam lotados e o caos estabelecido”, diz presidente da Unimed

Leandro defende a importância da quarentena, mas admite a possibilidade do isolamento vertical para os próximos dias
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 26/03/2020 - 09:21Atualizado em 26/03/2020 - 09:23
Foto: arquivo / 4oito
Foto: arquivo / 4oito

Após a fala do presidente da república Jair Bolsonaro, que contrariou a necessidade de quarentena para pessoas que não fazem parte do grupo de risco, e com o período de isolamento decretado pelo governo de Santa Catarina chegando ao fim, começam as discussões sobre uma flexibilização de retorno das atividades. A quarentena, até então, é a solução mais eficaz de prevenção ao coronavírus, e trará grandes efeitos à economia.

“Nós médicos pregamos muito mais uma quarentena porque fomos educados a nos preocupar com a saúde das pessoas. Não estamos discutindo economia, política e nem queremos brigar pelas eleições, queremos saúde”, ressaltou o presidente da Unimed de Criciúma, Leandro Avany Nunes.

O presidente admite o impacto enorme que o isolamento social e a suspensão de atividades produtivas econômicas terá na economia do país, e acredita na possibilidade de um isolamento vertical, em que só pessoas do grupo de risco continuariam em quarentena, para os próximos dias ou semanas. Apesar disso, Leandro afirma que a quarentena, adotada na hora certa em SC, foi extremamente necessária.

“Estamos à frente da doença em um certo aspecto, por isso que temos 12 casos confirmados e apenas dois casos graves. Se não tivéssemos feito essa quarentena, hospitais estariam lotados e o caos estabelecido. Se não fosse o problema econômico, deveríamos ficar parados. Mas vamos arriscar.”, pontuou.
 

Tags: coronavírus