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Santa Catarina é o segundo estado com mais feminicídios no Brasil

Mercosul realiza encontro para debater violência doméstica contra mulheres do meio rural
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 05/12/2017 - 10:22Atualizado em 05/12/2017 - 10:31

Santa Catarina é o segundo estado com maior número de feminicídios no país em 2016, com 40,9%, perdendo apenas para o Piauí que tem 57,5%, segundo 11ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Desde 2-15, para a Legislação Brasileira, quando o motivo de um homicídio é subjulgar a vítima porque ela é mulher o crime passa a ser um homicídio qualificado denominado feminicídio. Este crime envolve violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

“Infelizmente a violência contra a mulher, o feminicídio, tem aumentado cada vez mais e isso preocupa muito. Mas existem muitas questões que impedem que as mulheres tenham sua autonomia e falem sobre isso. Para nós é muito difícil ainda”, disse Maria José Morais da Costa, Diretora de Mulheres da CONTAG.

Pensando nisso, o XXVII Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf), no âmbito do GT de Gênero, realiza hoje, em Florianópolis, o seminário "Mulheres Rurais, mulheres com direito a uma vida sem violência", com objetivo de discutir a invisibilidade destas mulheres e identificar mecanismos de enfrentamento e erradicação da violência contra mulheres rurais de países do Mercosul.

“São diversas formas de violência que acontecem diariamente com as mulheres. As mulheres rurais sofrem essa violência e as vezes nem percebem. Na maioria dos casos que a gente vê, observamos que a violência vem dentro da própria casa, de maridos e filhos”, explicou.

Para Maria José, a preocupação não deve ser só da mulher, mas dos governos e da sociedade num todo, que devem tomar as devidas medidas para evitar o feminicídio.

“A reunião acontece hoje na Capital, temos vários países participando. Durante a tarde vamos dialogar sobre esse assunto. Vamos ter relatos de vários países e aqui vamos apresentar a Marcha das Margaridas. Esse seminário é de extrema importância para os países da América Latina, mas principalmente ao Brasil que tem esses altos índices”, disse Maria José.

Confira abaixo a programação do evento:

14.00 h – Abertura

A violência no campo sob a perspectiva de gênero e da agricultura familiar

Por que estamos falando sobre isso?

Expositores: Juliana Maia, ONU Mulheres e Alberto Broch, Secretário Geral da COPROFAM (Coordenadora das Organizações de Agricultores Familiares do Mercosul)

Moderadora: Irina Storni, SPM

14.40 h - Debate

15.00 h - Experiência dos países do Mercosul

ARGENTINA: Redes comunitarias de contención - de la violencia se puede salir - empoderamiento de la mujer indígena (15')

Expositora: Lara Tapia, Ministerio Agroindustria

BRASIL: Novas estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres – a experiência de trabalho com os Grupos Reflexivos de homens e sua aplicação no meio rural

Expositora: Erica Canuto, Ministério Público RN

CHILE: Herramientas para abordar la violencia contra las mujeres. Experiencia de una agente en campo (15')

Expositora: Rosa Ponce, INDAP

PARAGUAI: Escuelas Agrícolas - naturalización de la violencia bajo la óptica de la juventud rural (15')

Expositoras: Miriam Allende, MAG e Florinda Silva, Secretária de Mulheres da Coprofam

URUGUAI: Rol de la ATER en las respuestas a la situación de VBG en el medio rural, hacia un protocolo para extensionistas (15')

Expositoras: Paula Florit, MGAP y Franca Bacigalupe, INC

16.30 h – Coffee-Break

16.50 h – Experiências de campo no enfrentamento à violência sob a perspectiva das mulheres rurais

Expositora: Justina Cima, Movimento das Mulheres Camponesas

17.10 h – A plataforma política da Marcha das Margaridas para o enfrentamento da violência contra as mulheres rurais

Expositora: Maria José Morais da Costa, Diretora de Mulheres da CONTAG

17.30 - Debate

18.00 h – Encerramento. Conhecendo uma unidade móvel para atendimento à mulher em situação de violência (SPM)