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Sandro Araújo: dono de 400 medalhas e participante de vários grupos musicais

Ele foi o convidado deste fim de semana do Nomes e Marcas e contou suas histórias
Erik Behenck
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 14/12/2019 - 16:47
Fotos: Luana Mazzuchello
Fotos: Luana Mazzuchello

Atleta de sucesso com mais de 400 medalhas no currículo, Sandro Araújo foi o convidado deste fim de semana do Nomes & Marcas. Natural de Joinville, foi no sul catarinense que desenvolveu a sua carreira, na verdade, era para ter nascido em São Francisco do Sul. E Em Araranguá ele começou a correr 100 metros livre.

“Meu pai foi transferido para Araranguá em 1975, então eu comecei a disputar o Jerva, eu até tentei no futebol, mas meu negócio era correr mesmo”, contou Araújo. “Eu tinha 14 anos e comecei a disputar os jogos abertos por Florianópolis, mas eu considero que comecei pelo Jerva”, completou o ex-atleta.

Sandro rodou por Blumenau e Florianópolis, até chegar em Criciúma, em meados da década de 1980. Buscava se cuidar, para evitar as lesões, diferente de outros atletas, evitava ao máximo beber em época de competições. Aos 14 anos fez parte de uma equipe profissional. Sua coleção de medalhas é grande e inclui ainda conquistas de handebol e vôlei.

“Eu encerrei minha carreira em 1989, nos Jogos Abertos de Joaçaba. Nos 100 metros eu fui campeão brasileiro infantil, nesses anos todos eu tive uma temporada muito boa. Em 1984 eu fui pré-convocado para a Olimpíada de Los Angeles, tinha o Robson Caetano e o João do Pulo”, disse o ex-atleta.

Qual foi o momento mais marcante como velocista?

“O que eu mais lembro foi quando disputei os Jogos Abertos, em Caçador, eu também não imaginava chegar no Troféu Brasil, assim como eu cheguei. Em relação a minha trajetória, eu fiz muitos bons amigos, por todas as cidades que eu passei, só gostaria que a gente tivesse mais auxílios fisiológicos”, comentou.

Outro momento importante para Sandro Araújo foi quando carregou a tocha olímpica, em sua passagem por Criciúma. “Eu fui campeão sul-brasileiro juvenil e adulto algumas vezes, eu fui tricampeão estadual, foram várias medalhas e vários títulos, quando não ganhava, ficava em segundo ou terceiro, somente duas vezes eu fiquei em 4º lugar”, afirmou o ex-corredor.

Como anda o esporte de Criciúma?

Ele foi presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME) e deixou o cargo no ano passado. Acredita que está em um bom caminho.

“Nós tivemos um período bom, que foi entre 2008 e 2009, tivemos quatro ou cinco anos em tops da Olesc e Joguinhos Abertos, depois o prefeito voltou, com uma filosofia do corte de custos, hoje as coisas melhoraram, estão melhorando e irão melhorando, voltando ao que era em 2008”.

E a ligação com a música

A música sempre foi um hobbie para Sandro, hoje ele participa do Grupo Coruja, da Turma das Quintas e o Pego de Vez em Quando. “Eu como músico gosto e toco de tudo, eu só não toquei rock. Em Araranguá é um tipo de som, em Morro da Fumaça é outro, o Turma das Quintas é outro”, afirmou.

Diz que a música serviu para abrir o seu conhecimento e aproximar de pessoas. “Em momentos de tristeza eu pegava o violão, não que fosse resolver o problema, mas era um grande alívio”.