A queda nas temperaturas registrada nos últimos dias trouxe alívio após um período de calor intenso. Segundo o professor e climatologista Michael Peterson, a mudança no tempo é resultado da atuação de uma massa de ar mais seco e frio, associada a um ciclone extratropical que atuou na costa do Rio Grande do Sul. “Tivemos a passagem de um ciclone extratropical que induziu ventos do sul, trazendo ar mais seco e frio. Isso garantiu madrugadas mais agradáveis em todo o Sul do Brasil”, explicou Peterson.
Em Criciúma, os termômetros marcaram 11,6°C na manhã desta segunda-feira (5), conforme dados da estação da Epagri/Unesc, no bairro Sangão. Em outras regiões da cidade, as mínimas variaram entre 13 e 14°C. Já na Serra Catarinense, as temperaturas ficaram próximas de zero.
De acordo com o climatologista, o tempo firme e as noites mais frias devem seguir até pelo menos terça-feira (6). A partir de quarta-feira (7), o calor retorna de forma gradual, com máximas entre 30 e 32°C.
Sobre a maré alta e o mar agitado, Peterson explicou que o fenômeno também está relacionado ao ciclone. “Os ventos mais fortes em alto-mar provocam o acúmulo de água no litoral, elevando o nível do mar e causando transtornos. Com a saída do ciclone, a tendência é de que o mar volte à normalidade nos próximos dias”, destacou.
Já na quinta-feira (8) e sexta-feira (9), a previsão indica aumento da umidade e possibilidade de chuvas e trovoadas isoladas. “São pancadas típicas de verão, que podem ocorrer de forma localizada, por isso é importante acompanhar os alertas”, alertou.
Peterson também ressaltou que as chuvas recentes contribuíram para normalizar os volumes de precipitação. “Apesar da tendência de um verão mais seco, essas chuvas ajudaram a manter a média necessária, o que é positivo, especialmente para a agricultura”, concluiu.
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