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Procon fiscaliza aumento do preço do leite em Criciúma; MP instaura inquérito

Supermercados tem até 48 horas para apresentar a nota fiscal de compra e venda do produto e seus derivados
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 26/03/2020 - 09:51Atualizado em 26/03/2020 - 09:52
Foto: arquivo / 4oito
Foto: arquivo / 4oito

O Procon de Criciúma está empenhado na fiscalização do aumento do preço do leite, e de seus derivados, nos supermercados do município. A investigação do órgão municipal já constatou o aumento do produto, assim como o do feijão, e o Ministério Público (MP) está instaurando um inquérito civil para verificar a alta do leite em todo o estado de Santa Catarina. 

A investigação vem após uma decisão tomada pelo Procon, juntamente com a Associação Catarinense de Supermercados (Acats), de não aumentar o preço dos produtos durante o período da crise causada pelo coronavírus. “Conversamos com os supermercadistas e eles falaram que não faltaria alimentos nas prateleiras, assim como nos garantiram que não aumentariam o preço dos produtos, afirmando que nem ao menos aceitariam os produtos da distribuidora, caso estes tivessem aumento”, comentou o coordenador do Procon de Criciúma, Gustavo Colle.

Com a constatação do aumento, firmado ainda no início desta semana, foi conversado novamente com os representantes da Acats, sendo estabelecido o prazo de 48 horas para que os supermercados apresentem as notas fiscais de compra e venda de tais produtos. Segundo Colle, o leite pode chegar à R$ 5,00.

“Não queremos que a pandemia cause uma disparada de preços no nosso município.É inadmissível que nesse momento de pandemia as pessoas queiram se aproveitar e ter lucratividade em cima de mortes de pessoas. As punições serão severas”, disse o coordenador.

Sobre a questão do álcool em gel, Colle afirma que não foi comprovado nenhum aumento abusivo por parte das farmácias e dos estabelecimentos comerciais. Os poucos locais que ainda possuem o produto mantendo-o com o mesmo preço. Já as farmácias de manipulação, que lidam com produtos tipicamente mais caros, já vendiam o álcool em gel com um preço um pouco acima da faixa comum - mas sem aumentos significativos.
 

Tags: coronavírus