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População de Urussanga pede por energia mais barata

Tarifa de energia do município é uma das mais caras do país
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Urussanga - SC, 23/01/2020 - 10:17Atualizado em 23/01/2020 - 10:23
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

Já faz anos que os moradores de Urussanga reivindicam uma tarifa de energia mais barata, já que o preço da mesma no município é considerado um dos mais caros de todo o país. O descontentamento da comunidade em relação ao valor da energia no município não ficou apenas nas reclamações, sendo exposto em outdoors, adesivos em carros e indo parar, também, no governo do estado. 

De acordo com o vereador e presidente da Câmara de Urussanga, José Carlos José, mais conhecido como Zé Bis, a explicação para a cobrança de uma tarifa tão alta se deve ao fato de que a empresa de energia do município, Força e Luz, é privada e, por isso, não possui um subsídio do governo para descontos na compra do recurso. 

Foto: Denis Luciano

“As cooperativas que estão ao redor do município, que são sete, ao todo, possuem um subsídio na hora da compra da energia, o que faz com que ela chegue até 90% mais barata aos consumidores, quando comparado com Urussanga. Estas cooperativas recebem o subsídio porque oferecem energia para o meio rural, assim como a Força e Luz, porém a empresa urussanguense é privada, e não uma cooperativa”, explicou o vereador.

Zé Bis afirma ter proposto em 2017 uma mudança na lei, para que a empresa de Urussanga passasse a ter o mesmo subsídio na hora da compra da energia, conseguindo um desconto que fosse repassado aos consumidores do município. Além disso, o vereador sugeriu outras duas possibilidades: que a Força e Luz reduzisse os seus custos ou que fosse atrás de recursos para a construção de uma hidroelétrica - ambos acabaram não sendo atendidos.

Em 2018, os deputados federais Esperidião Amin e Jorge Boeira entraram  com um projeto na Câmara dos Deputados para mudar a lei e, então, fazer com que a Força e Luz tivesse direito ao subsídio. A causa chegou a tramitar pela Câmara dos Deputados, mas acabou não dando todos os resultados esperados. 

“O Amin é o nosso alicerce no congresso. Essa causa já deu algum resultado, caso não houvesse toda movimentação o preço não estaria atualmente em R$ 0,64 por quilowatt, e sim entre R$ 0,80 e 0,85. Mas queremos que a lei mude e, assim, reduzir em pelo menos 25% o preço desta tarifa”, concluiu Zé Bis.