Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

O sucesso das lives em tempos de quarentena

Artistas utilizam a ferramenta para fazerem os seus shows online, arrecadando fundos para instituições
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 15/04/2020 - 14:06Atualizado em 15/04/2020 - 14:08
Foto: Jornal O Semanário
Foto: Jornal O Semanário

A quarentena como forma de prevenção ao coronavírus, implementada em praticamente todos os países do mundo afetados pela doença, fez com que uma certa ferramenta digital ficasse muito mais presente em nossas vidas: as lives. Atualmente, basta abrir o aplicativo do Instagram ou a página do Youtube para ver centenas de lives acontecendo em qualquer hora do dia. 

Apesar das ferramentas não serem “novas” nessas plataformas, o fato de estarmos em casa e impossibilitados de ir à shows ou palestras e eventos fez com que artistas e profissionais chegassem até nós por meio das lives. Os artistas enxergaram nesse recurso uma maneira não só de se aproximar do público, como também de monetizar seus shows de casa - muitos desses, em prol de instituições necessitadas em época de pandemia.

“As pessoas já estavam consumindo o Instagram muito antes a quarentena, então acabou acontecendo um proveito melhor do formato. Se eu quero conversar com você, pelo stories eu não consigo, é uma conversa unilateral em que eu falo e vocês escutam e a interação vem depois. Na live eu consigo conversar com outra pessoa e inclusive ver a interação dessa pessoa e é um formato que pro artista fica muito melhor, porque ele consegue mensurar e mostrar esse retorno em relação ao seu conteúdo”, pontuou a publicitária e especialista em marketing, Alessandra Koga.

A monetização dos conteúdos, no entanto, acaba acontecendo somente no Youtube, que sempre trabalhou com o retorno financeiro em cima das visualizações de cada vídeo ou live. “A live do Gusttavo Lima teve mais de 10 milhões de visualizações e o faturamento da plataforma foi de R$ 100 mil, além de todo o processo com o patrocínio e audiência, em que estudos apontam um faturamento de R$ 200 mil, um dinheiro considerável comparado ao tanto que gastaria na montagem de uma estrutura para um show”, disse Ale.

Apesar das lives não serem monetizadas no Instagram, isso não significa que elas não tenham um bom retorno tanto para o artista e profissional quanto para o público que assiste. “No Instagram é o retorno de imagem e conteúdo que pode ser usado nas plataformas, pensando em marketing”, comentou Ale. Além disso, a praticidade que o aplicativo proporciona para que as pessoas se conectem em uma live umas com as outras, estando uma em um canto do mundo e outra no canto oposto, dá uma grande vantagem ao conteúdo.

Movimento Mundial 

E não foram só artistas nacionais como Bruno e Marrone, Gusttavo Lima, Marília Mendonça e Jorge e Mateus que deram as caras nas lives neste período de quarentena. O movimento dos shows online através do Youtube e do Instagram é mundial, e já contou com a participação de artistas como o vocalista do Coldplay, Chris Martin, o cantor e membro da One Direction, Niall Horan, e muitos outros.

O movimento, que já arrecadou milhões de reais para instituições somente no Brasil, fez com que a curadoria da Lady Gaga, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), marcasse um show com grandes artistas internacionais para a arrecadação de fundos para entidades - tudo isso, por meio das lives. 

“No sábado teremos o que tende a ser o maior evento das lives, que será o Live Aid da nossa era, com vários artistas como Paul MCcartney e Elton John fazendo lives de suas casas, com transmissão inclusive para muitas emissoras mundiais. A Globo, aqui no Brasil, comprou os direitos e irá passar”, ressaltou Ale.