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No Brasil, 24% das meninas deixam de ir a escola pela falta de absorvente, afirma deputada Geovania de Sá

Bolsonaro sancionou o projeto que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, mas não concordou com disposição do item sem custo
Letícia Ortolan
Por Letícia Ortolan Criciúma, SC, 13/10/2021 - 08:40Atualizado em 13/10/2021 - 08:40
Foto: Arquivo / 4oito
Foto: Arquivo / 4oito

O presidente da república, Jair Bolsonaro (sem partido), vetou na última semana, a possibilidade de distribuição gratuita de absorvente feminino para mulheres brasileiras em situação de vulnerabilidade social. Em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta quarta-feira, 13, a deputada federal Geovania de Sá (PSDB), trouxe mais detalhes sobre o assunto. 

Bolsonaro sancionou o projeto que institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, mas não concordou com disposição do item sem custo com a justificativa de que não há orçamento suficiente. No entanto, a ministra da Mulher, Damares Alves, já anunciou que existe o interesse desta distribuição dos itens por parte do Governo Federal. 

"Esperamos então que o governo volte atrás da sua decisão. O veto foi em torno do orçamento, mas a gente sabe que orçamento tem. Queremos que o poder público busque o financeiro já dentro dos seus recursos, por meio da Saúde ou Educação, para que exista a disponibilização dos absorventes à essas mulheres que precisam”, explicou Geovania de Sá.

No Brasil, 24% das meninas deixam de ir para a escola porque não possuem acesso ao item básico de higiene. Isso porque muitas delas precisam usar outros recursos para passar pelo ciclo menstrual, como por exemplo, panos e jornais. “Esse projeto é uma questão de saúde pública.  Sabemos que a mulher não escolhe menstruar, isso faz parte e utilizar esses meios pode até mesmo causar doenças infeciosas”, acrescentou a deputada. 

No sul catarinense, Sombrio já conta com este tipo de distribuição nas escolas, através das cestas básicas e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Conforme a prefeita do município, Gislaine Cunha, as diretoras das instituições de ensino alegam que existe uma grande procura.

“Essa iniciativa é muito importante, é proporcionar dignidade à mulher. Estamos inclusive no mês do Outubro Rosa e sabemos que o câncer de colo de útero é uma doença presente. Se não existe os itens certos de uso, pode sim gerar infecções que tenham como resultados quadros ainda mais graves”, disse a prefeita em entrevista ao Programa Adelor Lessa.